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© HO Tropas
venezuelanas em 2 de maio de 2019
no Forte
Tiuna de Caracas
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O líder
opositor Juan Guaidó convocou passeatas no sábado até os principais quartéis da
Venezuela em um novo desafio ao presidente Nicolás Maduro após a rebelião
militar frustrada de terça-feira.
Guaidó,
reconhecido como presidente interino por quase 50 países, afirmou na
quinta-feira à noite no Twitter que será uma "mobilização nacional de
paz" para pedir que as Forças Armadas "se unam à Constituição" e
cessem o apoio a Maduro.
"Continuar
nas ruas é a única maneira de manter a atenção, pressão, ação da comunidade
internacional, estimular a atuação constitucional das Forças Armadas e
demonstrar aos que ainda respaldam o ditador que não existirá estabilidade
enquanto seguir a usurpação", completou no Twitter.
A convocação
foi anunciada depois de Guaidó ter liderado na terça-feira, ao lado do opositor
Leopoldo López, a rebelião de um pequeno grupo de militares na base aérea de La
Carlota, em Caracas, denunciada por Maduro como uma tentativa de "golpe de
Estado".
Armados e com
veículos blindados, os militares se posicionaram diante de uma base aérea de
Caracas com López e Guaidó, que pediu o apoio das Forças Armadas à rebelião.
Mas a cúpula
militar ratificou a adesão a Maduro e 25 rebeldes pediram asilo na embaixada do
Brasil. López, libertado por soldados de sua prisão domiciliar, buscou refúgio
na residência do embaixador da Espanha.
Esta ação
"ratifica que estamos na fase final de nossa luta e que a
#OperaçãoLiberdade é imparável. O plano que realizamos deixa o regime frágil e
o usurpador duvidando até de seu círculo mais próximo", afirmou o
presidente do Parlamento, que se proclamou presidente do país em 23 de janeiro.
Guaidó, que
perdeu a imunidade parlamentar por decisão da governista Assembleia Constituinte,
se afastou de uma grande mobilização que havia convocado para o dia 1º de maio
e na quinta-feira não apareceu em público.
Maduro, ao
contrário, apareceu na televisão com o alto comando militar e 4.500 militares
para anunciar uma ofensiva contra os "golpistas".
"Estamos
em um combate, máxima moral (...) para desarmar qualquer traidor, qualquer
golpista", afirmou no Forte Tiuna, principal complexo militar do país.
O presidente
socialista pediu aos militares que não hesitem no momento de desarmar conspirações
opositoras e dos Estados Unidos.
Quatro
manifestantes da oposição morreram nos protestos de terça-feira e quarta-feira.
Washington
advertiu que uma eventual detenção de Guaidó seria o "último erro da
ditadura" e que "uma ação militar é possível" na Venezuela.
As
manifestações de apoio do comando militar a Maduro incluíram insultos ao líder
opositor.
"Não nos
deixamos mandar por ninguém que não seja nossa linha de comando fundamental e
muito menos por um idiota que se faz passar por presidente", afirmou o
comandante estratégico operacional, almirante Remigio Ceballos, que chamou
Guaidó de "vagabundo".
Maduro, acusado
pela oposição de ter conseguido a reeleição de maneira fraudulenta, se aferra
ao poder e tem o apoio da China e da Rússia.
Durante seu
governo, iniciado em 2013, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo
entrou na pior crise socioeconômica de sua história moderna.
AFP.Com

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