Coleta de
lixo foi suspensa na madrugada desta sexta-feira. Sindicato pede 10% de
reajuste salarial e diz serviços essenciais não serão suspensos.
Parte dos
trabalhadores da Comlurb faz uma paralisação desde meia-noite desta sexta-feira
(26), segundo o sindicato da categoria. Em alguns pontos do Rio, o lixo já
começa a se acumular pela calçada.
Em ruas da
Tijuca, moradores ressaltam que o caminhão da Comlurb ainda não tinha passado
até as 8h e o lixo estava espalhado por calçadas das ruas Uruguai e Conde de
Bonfim.
Eliano Souza,
porteiro de um prédio da região, passou a madrugada esperando os garis. Segundo
ele, o lixo é colocado na calçada por volta das 20h e o caminhão passa entre
21h e 22h.
“Mas hoje, à
1h35 e não passou ainda. É esperar para ver”, disse o porteiro que até às 7h
desta sexta não teve o lixo do prédio recolhido.
Os quatro
caminhões que recolhem o lixo na Tijuca ficaram parados na Praça da Bandeira,
na Zona Norte. O responsável pela coleta noturna no bairro, Valter Tomás,
explica o que aconteceu. Ele conta que estava trabalhando normalmente.
“Estava aqui
fazendo a coleta domiciliar. E aí, o pessoal do movimento sindical passou,
segundo os colegas de trabalho, e falou que eles tinham que parar porque a
partir da 0h era greve. Resolvemos parar para evitar aí um confronto”, disse o
funcionário.
A greve dos
trabalhadores da Comlurb começou à meia-noite e vai durar por tempo
indeterminado, até que a prefeitura atenda à reivindicação da categoria:
reajuste salarial de 10%. Os trabalhadores também querem adicional de
insalubridade para agentes de preparação de comida, vigias e auxiliares de
serviços gerais.
O movimento
tinha sido suspenso pelos trabalhadores na terça-feira (23), depois que a
Comlurb apresentou uma nova proposta de reajuste. Na quinta-feira (25), a
categoria recusou a oferta de 4% de aumento. No domingo (21), a Justiça do
Trabalho determinou que pelo menos 60% do efetivo da Comlurb continuasse
trabalhando.
No Leme, na
Zona Sul, o expediente dos garis foi normal durante a madrugada. Caminhões e
tratores circularam para recolher o lixo. Duas grevistas foram até a gerência
da Comlurb no bairro para convencer os colegas a aderirem ao movimento.
“Os serviços
essenciais não serão suspensos. Nós vamos respeitar o limite de greve, se sair
alguma nota de algum desembargador pedindo que aumente mais ainda o efetivo
isso será respeitado, nós não queremos prejudicar em nada a população”, disse a
gari Elaine Ferreira, membro da comissão de negociação do sindicato.
Por Erick Rianelli, Bom Dia Rio
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