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O então
candidato Jair Bolsonaro, em 6 de setembro de 2018, após
levar uma facada em Juiz de Fora (MG)
Foto: FÁBIO
MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO
|
A Polícia Federal enviou
ao Ministério
Público de Juiz de Fora (MG) o inquérito relacionado ao atentado
contra o presidente Jair Bolsonaro.
Em 6 de
setembro do ano passado, Bolsonaro
levou uma facada na região abdominal enquanto participava de um
ato político na cidade.
No mesmo dia, a
polícia prendeu
Adélio Bispo de Oliveira, que, segundo a Polícia Militar de Minas
Gerais, disse ter sido o autor da facada.
A partir de
agora, ao receber o inquérito, o Ministério Público analisará, entre outros
pontos, se atende ao pedido da polícia para prorrogar
o prazo das investigações.
Teorias da
internet
Além de
investigar a vida de Adélio Bispo, a PF tem usado o inquérito para tentar
descartar teorias difundidas na internet sobre o crime.
Uma das teses –
já refutada pelos investigadores – diz que Adélio Bispo teve ajuda de outras
pessoas. Diversos vídeos abordando o tema circulam em redes sociais, com
versões variadas.
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| Adélio Bispo de Oliveira, que, segundo a PM de Minas Gerais, disse ter sido o autor da facada em Bolsonaro — Foto: Reprodução/JN |
As imagens do
dia já foram periciados pela PF. Falas atribuídas a pessoas que estariam com
Adélio, contudo, foram distorcidas em vídeos que circulam na internet.
Até o momento,
as investigações permanecem apontando para a atuação de Adélio sem ajuda de
outras pessoas. O agressor já foi diagnosticado com transtorno
delirante grave.
Um primeiro
inquérito da PF sobre o caso concluiu isso, mas as investigações permanecem
neste segundo procedimento investigatório.
Os policiais do
caso continuam a vasculhar, por exemplo, os últimos cinco anos de vida do
Adélio. Como mostrou
o blog, uma das informações que corroboram os problemas psicológicos
apontados em laudos médicos sobre Adélio é o fato dele ter tido mais de 30
empregos fixos, com carteira assinada, nesse período de cinco anos.
Outra tese que
também está descartada no momento é a participação de uma organização criminosa
no atentado.
Por Matheus Leitão


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