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Foto de 2014
mostra o diplomata e ex-diretor de inteligência
militar venezuelano Hugo Carvajal em encontro
com
Nicolás Maduro. Foto:
Miraflores Palace/Reuters
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Dois
generais estão entre os expulsos. Tanto Guaidó como os Estados Unidos
pressionam militares venezuelanos a deixarem o apoio ao chavista, mas a alta
cúpula das Forças Armadas formam a maior base de apoio a Maduro.
O regime de Nicolás Maduro na Venezuela expulsou 13 oficiais
das Forças Armadas, incluindo dois generais da reserva, que reconheceram o
opositor Juan Guaidó como
presidente interino do país.
Entre os
expulsos, está o general Hugo Carvajal, que dirigiu os serviços de Inteligência
militar no governo de Hugo Chávez (1999-2013). O regime também expulsou o
general Carlos Rotondaro, ex-ministro da Saúde.
Carvajal foi
acusado de "atos de traição à pátria", segundo o Diário Oficial de 20
de março, pelas recentes declarações conclamando os militares a se rebelar
contra Maduro. O militar culpa o líder chavista pelo que chama de
"desastrosa realidade" da Venezuela.
Trata-se de uma
medida de "exemplo", "disciplinar", cujas consequências a
Justiça estabelecerá, destaca o decreto. Carvajal exerceu funções no governo
chavista até 2017.
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Militares
permanecem na sede da Guarda Nacional Bolivariana
de Cotiza, na Venezuela, nesta segunda-feira
(21)
Foto: Yuri
Cortez / AFP
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Militares
formam base de apoio a Maduro
O alto comando
militar manifesta com frequência
"lealdade incondicional" ao regime de Nicolás Maduro. Ao fazer isso, as Forças
Armadas ignoram os apelos de Guaidó e dos Estados Unidos, que prometem anistia e fim das sanções impostas
aos desertores – Carvajal e Rotondaro estão nesse rol.
Em fevereiro, o
presidente dos EUA, Donald Trump,
chegou a exigir que os militares deixem o apoio ao regime chavista. Caso
contrário, ameaçou o republicano, eles
podem "perder tudo".
O decreto de
expulsão publicado pelo regime de Maduro afirma que os oficiais expulsos
"pretendiam, mediante atos hostis, violentos e o desconhecimento das
autoridades legalmente constituídas, mudar a forma republicana da Nação".
Os militares
têm amplo poder político e econômico no governo chavista, dirigindo ministérios
estratégicos como Defesa, Interior, Agricultura, Alimentação e a chefia da
estatal do petróleo PDVSA.
Por France Presse


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