Família diz que paciente 'engasgou no café' e município de Marica abre sindicância após morte em hospital | Rio das Ostras Jornal

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Família diz que paciente 'engasgou no café' e município de Marica abre sindicância após morte em hospital

Família recebeu laudo com a causa da morte e quer
esclarecimentos — Foto: Bruna Carvalho/Inter TV

Declaração de óbito aponta que homem sofreu broncoaspiração, mas prefeitura 'descarta qualquer possibilidade de sufocamento' no caso que aconteceu no Hospital Municipal Conde Modesto Leal.
A família de Sérgio Estevão da Silva, de 47 anos, quer esclarecimentos sobre a causa da morte do paciente no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá (RJ), nesta terça-feira (17). A Secretaria de Saúde do município abriu sindicância.
O laudo entregue à família aponta causa da morte indeterminada e por broncoaspiração (quando o alimento vai para a via respiratória, provocando engasgo). Mas a prefeitura "descarta qualquer possibilidade de sufocamento por objeto estranho".
Um parente de Sérgio que não quer ser identificado diz que ele foi levado para a unidade após uma briga, mas não acredita que a morte tenha relação com os ferimentos.
"Uma pessoa da família conversou com a médica, que disse que ele se engasgou com um pedaço de pão no café da manhã. Eu falei diretamente com a assistente social do hospital, que confirmou essa história", diz o parente de Sérgio.
De acordo com as informações da prefeitura, o paciente deu entrada na noite de domingo (14) com ferimentos nas mãos e pernas, que indicavam agressão, além de "quadro compatível com síndrome de abstinência de álcool ou química".
O município afirma que o homem sofreu uma parada cardiorrespiratória, chegou a ser entubado e o processo de tentativa de reanimação durou 40 minutos.
Ainda segundo a prefeitura, a sindicância tem o objetivo de apurar tanto a causa real da morte, quanto a emissão do atestado de óbito com causa indeterminada.
Na nota divulgada pela Prefeitura de Maricá, o próprio município informa que "o procedimento correto prevê o envio do corpo para o Instituto Médico Legal de forma a ser feita a necropsia", mas o corpo foi liberado pelo hospital para a família sem a realização do exame.
"Nós vamos trazer o corpo do hospital para ser velado, mas queremos justiça. Vamos querer saber a causa exata da morte", disse o familiar.
De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, a entrada do paciente no hospital não foi comunicada na 82ª Delegacia de Polícia, como prevê o protocolo padrão em casos que envolvem agressão. O fato também será investigado na sindicância aberta pela Secretaria de Saúde.
Ainda segundo a polícia, o paciente tinha 14 anotações por crimes diversos, entre eles dois homicídios, sendo um com arma de fogo e outro por queimaduras, lesão corporal (agressão), quatro roubos, formação de quadrilha e tráfico de drogas.
Por Fernanda Soares e Bruna Carvalho, G1 e RJ 1 — Região dos Lagos

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