
O governo do
Chile anunciou neste domingo (21) que iniciará o processo para se retirar da
União das Nações Sul-Americanas (Unasul), do qual já havia se afastado no ano
passado.
O Chile considera que a Unasul, fundada na última década
quando governos de esquerda dominavam a América Latina, “se afastou dos
princípios que inspiraram sua criação e hoje é uma instituição altamente
politizada e ineficiente”.
Neste contexto,
“o Governo do Chile decidiu consultar o Congresso Nacional para proceder à
denúncia do Tratado Constitutivo da Unasul”, segundo o comunicado divulgado
pela Presidência.
O governo
de Sebastián Piñera aponta
que Argentina, Brasil, Colômbia, Paraguai e Equador, que, juntamente com Chile
suspenderam a sua participação do bloco em 2018, “iniciaram formalmente o
processo de denunciar o Tratado e abandonar o bloco”.
Nascida em 2008
com 12 membros, o grupo foi reduzido a Bolívia, Guiana, Suriname, Uruguai e
Venezuela.
O Chile destaca
que a instituição está “acéfala” desde 2017, quando não conseguiu eleger um
novo secretário-geral para suceder o colombiano Ernesto Samper, informa o UOL.
Em 15 de abril,
o governo do presidente Jair
Bolsonaro denunciou o tratado que criou a Unasul e também anunciou
que estava deixando o grupo, como noticiou a RENOVA.
Renova Mídia
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