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Paulo
Guedes, durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça
ANDRÉ COELHO/ESTADÃO CONTEÚDO
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Na CCJ,
ministro destacou que aposentadoria média de parlamentares é de R$ 28 mil,
enquanto a dos trabalhadores que recebem pelo INSS é de R$ 1,4 mil
Na defesa do
fim dos privilégios com a reforma da
Previdência apresentada pelo governo, o ministro da Economia,
Paulo Guedes, disse que o Legislativo tem aposentadorias 20 vezes superior em
média à do INSS.
Em
audiência na CCJ, o ministro destacou que a aposentadoria média dos
parlamentares é de R$ 28 mil, enquanto a dos trabalhadores que recebem pelo
INSS é de R$ 1,4 mil.
Segundo ele, a
sociedade vê essa diferença e cobra mudanças. Guedes destacou que a proposta
remove privilégios e reduz a desigualdades do sistema previdenciário,
garantindo sustentabilidade fiscal de um regime que está condenado.
"Estamos
tentando abrir a porta para um futuro diferente para gerações futuras",
disse Guedes em audiência tensa na CCJ da Câmara. Ele cobrou coragem dos
"contemporâneos" de atacar o problema "tirando de onde tiver que
tirar".
O ministro
disse que é preciso reconhecer a dimensão fiscal do problema da Previdência.
Guedes ponderou que essa dimensão fiscal inescapável não tem bandeira e nem cor
partidária.
"Concordo
que, na hora de curar, os efeitos são diferentes. E aí as colorações políticas
fazem a diferença", reconheceu. Guedes disse que os prefeitos e
governadores pedem uma ação coordenada e harmônica para resolver o problema e
que os "abriguem".
Bomba
O ministro
comparou o modelo de Previdência no País à uma bomba de destruição em massa.
Para ele, a Previdência do Brasil a um avião que tem um financiamento perverso
que tira emprego dos mais jovens. Na sua avaliação, o sistema atual de
repartição e com encargos trabalhistas elevados retira recursos que prejudicam
os mais jovens desempregados.
"Há mais
problema a bordo desse avião. O sistema financia a aposentadoria do idosos
desempregando trabalhadores. É uma forma perversa de financiar cobrando encargos
trabalhistas", ponderou Guedes.
Guedes
ressaltou que 40 milhões de brasileiros estão excluídos do mercado de trabalho
e pressionarão, no futuro, a Previdência, porque não contribuem para o sistema.
O ministro
disse que o sistema atual está quebrado. Ele fez questão de ressaltar que o
modelo atual promete resultados crescentes com o reajuste das aposentadorias
pelo salário mínimo mas não consegue levar poupança para pagar os benefícios no
futuro.
"É outro
foco de fragilidade. Vão prometendo cada vez mais, para cada vez mais gente,
como salários mais altos, e não leva nada para o futuro", disse.
O ministro
disse que o sistema de repartição da Previdência está geneticamente condenado.
Agência Estado
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