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Aves
encontradas mortas em Búzios tinham veneno
no organismo — Foto: Prefeitura de Búzios /
Divulgação
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Marrecos,
patos e gansos estão entre as espécies encontradas na Lagoa dos Ossos. Local
tem despejo irregular de lixo, o que pode ter levado moradores a jogar veneno
para controlar suposta infestação de ratos.
Aves, entre
marrecos, patos e gansos, foram encontradas mortas e outras agonizando após
envenenamento na Lagoa dos Ossos, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do
Rio.
Uma equipe da
Guarda Marítima Ambiental (GMA) esteve no local e resgatou três marrecos, mas
um deles chegou morto à clínica veterinária e outro acabou morrendo logo
depois. O terceiro, foi medicado, se recuperou e foi devolvido à equipe da
Prefeitura.
Após avaliação
médica, o diagnóstico mais provável foi envenenamento por organofosforados,
composto químico usado em veneno para matar ratos.
"Eles
chegaram com sintomas clássicos que levaram a esse diagnóstico, como alteração
neurológica, convulsão, diarreia e morte muito rápida. Sobreviveu o mais
novinho, que estava com 60% da saúde comprometida", disse o veterinário
Dr. Hilmar Ferreira Batista.
O veterinário
informou ainda que um diagnóstico totalmente preciso só seria possível com
exames de necropsia e histologia, mas o fato da ave sobrevivente ter reagido
bem ao medicamento contra o organofosforado reforça ainda mais o quadro de
envenenamento por essa substância.
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Ave
sobrevivente reagiu bem ao tratamento contra o envenenamento
em Búzios,
no RJ — Foto: Prefeitura de Búzios/Divulgação
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A Prefeitura de
Búzios informou que já constatou o despejo irregular de restos de alimentos no
local e acredita que moradores possam ter jogado veneno para controlar uma
infestação de ratos. A situação está sendo monitorada, segundo o município.
Ao G1,
a Prefeitura relatou que vem observando uma redução gradativa do número de aves
na Lagoa dos Ossos, que passou de cerca 60 para 15 animais, e acredita que o
uso do veneno seja a causa dessa diminuição.
A Secretaria de
Meio Ambiente disse que a partir desta quarta-feira (27) vai começar uma ação
com a comunidade para alertar comerciantes e moradores sobre o perigo da
utilização dessas substâncias tóxicas em locais em que há a presença de animais
silvestres e também domésticos.
*Estagiário
sob a revisão de Ariane Marques.
Por *Lui Rodrigues, G1 — Região
dos Lagos


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