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© Jim Young O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao
abandonar a reunião com a oposição: 'perda
total de tempo' – 09/01/2019
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O presidente
dos Estados Unidos, Donald
Trump, abandonou nesta quarta-feira, 9, a sala onde negociava com os líderes
democratas do Congresso a inclusão dos custos da construção de um muro na fronteira com o México ao
enfrentar a a resistência de seus opositores, segundo o jornal The New
York Times. Irritado, Trump bateu a mão na mesa, deixou a sala e registrou
em seu perfil no Twitter: “foi uma perda total de tempo”.
Trump tornou a
questão seu principal cavalo de batalha contra a oposição democrata, que agora
detém maioria na Câmara dos Deputados.
Ele exige a inclusão no orçamento de 2019 de 5,7 bilhões de dólares para a
construção do muro, com o qual pretende conter a imigração ilegal. Como trunfo,
mantém o governo federal paralisado desde 22 de dezembro, sem o repasse de
recursos para gastos correntes, em represália à resistência democrata.
Os democratas
exigem de Trump a reabertura do governo. Trump exige o dinheiro para o muro –
uma promessa de campanha não cumprida nestes seus dois anos de mandato. A queda
de braço, aparentemente, está longe de terminar, em prejuízo do cidadão comum e
dos 800.000 funcionários públicos federais.
Ao deixarem a
Casa Branca, a presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi,
e o senador Chuck Schumer, declararam que Trump tinha feito “birra”. O presidente
reagiu.
“Eu perguntei o
que vai acontecer em 30 dias, se eu abrir rapidamente as coisas, você vai
aprovar a segurança de fronteira, que inclui uma parede ou barreira de aço?
Nancy disse não. Eu disse tchau, nada mais funciona!”, registrou Trump no Twitter.
Segundo o
jornal The Washington Post, não há indicações sobre quando as
conversas poderão ser retomadas. Enquanto isso, os 800.000 servidores estão sem
seus salários e os serviços oferecidos pelas agências federais estão suspensos.
Entre eles, o pagamento do seguro-desemprego e do selo-alimentação.
Trump tomou a
decisão drástica de paralisar o governo mesmo depois de confrontado com
legisladores republicanos, contrários à medida. Republicanas moderadas, como as
senadoras Lisa Murkowski e Susan Collins, apelaram a Trump, sem sucesso.
Na noite de
terça-feira 8, Trump fizera seu primeiro pronunciamento oficial no Salão
Oval da Casa Branca, totalmente direcionado a sua campanha de liberação dos
recursos para o muro na fronteira. Ao longo de oito minutos, transmitido em
horário nobre pela televisão americana, disse que há “uma crise humanitária do
coração e da alma” na fronteira sul do país.
Trump
responsabilizou gangues de coiotes e a movimentação de “grande quantidade de
drogas ilegais” na fronteira por “milhares de mortes”. Também culpou a oposição
pela paralisia do governo.
Em resposta, no
Congresso, Pelosi afirmou que Trump quer alimentar o pavor entre os americanos
e fazê-los de reféns para ver seus projetos concluídos. “Infelizmente, as
falas do presidente Trump ao longo dessa paralisação sem sentido são repletas
de informações incorretas e até mesmo maliciosas”, disse a presidente da
Câmara. “Ele deve parar de manter a população americana refém, deve parar de
fabricar uma crise, e reabrir o governo”, completou.

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