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© Foto:
Reprodução Pronunciamento do presidente dos EUA
foi ao ar à meia-noite de 4ª feira (9.jan), no
horário de Brasília
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O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, fez 1 pronunciamento na meia-noite desta 4ª
feira (9.jan.2019) –horário de Brasília– defendendo a construção do muro na
fronteira dos Estados Unidos com o México. Segundo Trump, a fronteira está
em “crise humanitária”, “do coração e da alma”.
Com seu
discurso, o presidente sinaliza que não pretende recuar no impasse com os
democratas no Congresso. Trump recusa-se a sancionar o orçamento enviado pelo
Legislativo dos EUA, que não prevê financiamento para a construção do muro.
Enquanto o imbróglio
não se resolve, o governo norte-americano segue em paralisação parcial –o
chamado shutdown–, que entra na 4ª feira em seu 19º dia.
No
pronunciamento, Donald Trump destacou casos de violência cometida por migrantes
oriundos do Sul da fronteira. “Vamos imaginar que fosse 1 filho seu, ou
seu marido, ou sua esposa, cuja vida fosse retirada de maneira tão cruel”,
falou. Afirmou ainda que a construção do muro “trata-se de uma opção
entre o certo e o errado, entre justiça e injustiça”.
Culpou os
democratas por não apoiarem a medida. “O governo federal continua
parado por uma única razão: os democratas não querem financiar a segurança nas
fronteiras”, afirmou.
No último
domingo, Trump declarou que pode declarar uma emergência nacional para financiar o
muro. Não mencionou essa possibilidade no pronunciamento.
SEGUE O
IMPASSE: RESPOSTA DOS DEMOCRATAS
Os líderes do
Partido Democrata no Congresso veicularam uma resposta logo após a fala de
Trump.
A líder do
partido na Câmara, Nancy Pelosi, disse que o muro seria despesa de bilhões de
dólares. Também afirmou que os EUA devem cuidar da segurança das
fronteiras “mantendo os nossos valores”. Falou que os
imigrantes “não são uma ameaça à segurança, são 1 desafio humanitário” e
que Trump “está mantendo o povo americano refém”.
Chuck Schumer,
líder democrata no Senado, qualificou o muro como “desnecessário e
ineficaz”. Também disse que “não se pode governar por acessos de
birra” e que o presidente dos EUA usa o shutdown para “desviar
a atenção da confusão que se dá em seu governo”.
Poder360

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