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© Fornecido
por AFP Manifestação de apoio ao presidente
da
Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 7 de janeiro de 2019.
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Os chamados "coletivos" fizeram um juramento simbólico a Maduro, exibindo fotos do presidente e de seu finado antecessor, Hugo Chávez, diante do Parlamento, controlado pela oposição e que declarou "ilegítimo e usurpador" o novo mandato.
Carros,
motocicletas e caminhões, alguns carregando homens encapuzados e armados,
cruzaram os subúrbios de Caracas para apoiar Maduro antes da posse, prevista
para esta quinta-feira, no Tribunal Supremo de Justiça.
"Todos que
têm colhões, fuzil na mão e dando a cara. Somos corpos combatentes, formados
militarmente, armados para isto. Sem medo", disse Jorge Navas, chefe de
uma das milícias chavistas, diante do Quartel de la Montaña, onde está o túmulo
de Chávez, falecido em 2013.
"Aqui
estamos, revolucionários, não delinquentes", declarou Navas - vestido de
preto e com uma braçadeira com as cores da Venezuela - enquanto passava entre
os emblemáticos subúrbios de 23 de Enero e Catia.
Os colectivos
são grupos civis baseados em bairros populares, onde afirmam desenvolver
atividades productivas, mas que a oposição denuncia como paramilitares do
governo.
"Até a
vitória sempre!" - gritou Valentín Santana, líder de um poderoso coletivo
do 23 de Enero, após fazer um juramento simbólico.
Procurado pelas
autoridades por homicídio e outros crimes, Santana é visto com frequência em
atos públicos com ministros.
"A
Revolução Bolivariana não se negocia. Os coletivos jamais vão negociar, afirmou
Santana em um caminhão com pintura de camuflagem no qual havia homens
fortemente armados.
No sábado
passado, no início da legislatura, o novo presidente do Parlamento, Juan
Guaidó, declarou Maduro como "usurpador" caso inicie o segundo
mandato, e se comprometu a criar condições para um "governo de
transição" que convoque eleições.
Um dia antes, o
Grupo de Lima, com o apoio dos Estados Unidos, pediu a Maduro que não tomasse
posse e entregasse o poder ao Parlamento até a realização de "eleições
democráticas".
Por Esteban
ROJAS

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