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(Arquivo) A Embaixada do Vaticano, Nunciatura
Apostólica da
Santa
Sé, é vista em Washington DC, em 15 de setembro de 2017
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O empresário italiano Angelo Proietti, de 63
anos, foi condenado a dois anos e meio de prisão por lavagem de dinheiro e teve
seus bens apreendidos pelo tribunal do Vaticano - anunciou a Santa Sé, nesta
quinta-feira (27).
É a primeira vez que uma sentença dessas é
anunciada. A decisão remonta a 17 de dezembro.
Processado na Itália por falência
fraudulenta, Proietti foi condenado por ter repassado para o Vaticano mais de
um milhão de euros ligados às suas atividades ilícitas no país.
Entregue ao Instituto para as Obras de
Religião (IOR), conhecido como o "banco do Vaticano", e colocado sob
arresto em 2014 no âmbito da investigação, o valor foi definitivamente
apreendido.
Proietti ainda poderá apelar da decisão. De
qualquer modo, não poderá ficar detido no Vaticano, que não dispõe de uma única
cela em seu pequeno território. Seus detentos são entregues às prisões
italianas.
"É a primeira vez que esse crime é
aplicado na jurisprudência vaticana", declarou a Santa Sé em um
comunicado, evocando uma decisão de "importância fundamental" na luta
contra a lavagem de dinheiro e contra o financiamento do terrorismo nesses
últimos anos, após séculos de segredos e de escândalos.
Uma reforma do Código Penal da Santa Sé
permite, agora, investigações contra quem quer que transfira para o Vaticano
dinheiro, ou bens, procedentes de um "crime grave", onde quer que
tenha ocorrido.
No passado, o IOR foi acusado de fazer vista
grossa para recursos de clientes mafiosos, ou pouco recomendáveis, antes de uma
grande limpeza feita em 2015, e que levou ao fechamento de quase cinco mil
contas.
AFP
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