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Delegados da Polícia Civil Rodrigo
Sebastian Santoro Nunes
e Thiago Luis Martins da Silva são alvos de
operação –
Montagem
sob reproduções
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Mais de 200
policiais participam da ação contra agentes envolvidos que extorquiam pessoas
que cometiam atividades ilícitas. Dois delegados e um chefe de cartório
aposentado da Polícia Civil são os principais alvos
Rio - A
Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Sinte), as corregedorias
das polícias Civil e Militar e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao
Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público Estadual (MPRJ), fazem
uma megaoperação, na manhã desta quinta-feira. A ação envolve mais de 200
policiais em vários bairros do Rio e o objetivo é cumprir 45 mandados de
prisão: 23 policiais civis, sendo dois delegados; sete policiais
militares, um bombeiro militar, advogado e outras 12 pessoas. Até 8h, 36
pessoas tinham sido presas, sendo 21 policiais civis.
O delegado
Rodrigo Santoro está foragido. Já o delegado Thiago Luiz Martins da Silva se
apresentou na 5ª DP, no Centro do Rio, por volta de 8h30. Mais cedo, a polícia
esteve na casa de ambos na Taquara e Tijuca, respectivamente, e não os
encontraram. O chefe de cartório aposentado da Polícia Civil Delmo Fernando
Batista Nunes foi preso na Barra da Tijuca. [lista dos policiais já
identificados no final da matéria]
Segundo a
denúncia, os alvos extorquiam quem cometia atividades criminosas e são acusados
de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e concussão (crime
praticado por funcionário público quando ele exige vantagem indevida para si ou
para outro). Também vão ser cumpridos sete mandados de busca e apreensão -
sendo dois contra policiais civis, um contra agente penitenciário e quatro
envolvendo outras pessoas.
Investigação
As
investigações para a operação começaram há cerca de um ano a partir de
informações de que agentes da segurança pública extorquiam pessoas que
cometiam atividades ilícitas. Entre os alvos da quadrilha estavam até presos,
que conseguiam liberdade através do bando.
Ao longo das
investigações foi descoberto que existiam varias células dentro da quadrilha.
Uma era denominada “administração” e teria como líder o delegado Rodrigo
Sebastian Santoro Nunes. Preso na manhã de hoje, Delmo Fernandes Baptista
Nunes, era braço direito do delegado. Outro com influência no esquema e que exercia
papel de importante na quadrilha seria o também delegado Thiago Luis Martins da
Silva. Os presos estão sendo levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na
Zona Norte.
Rodrigo Santoro
trabalha atualmente na Delegacia de Acervo Cartorário (Capital), mas já
foi lotado na 34ª DP (Bangu), 35ª DP (Campo Grande), 36ª DP (Santa Cruz),
Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Niterói e na
Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Já Thiago Luís deveria estar de plantão na
Central de Garantias Norte, na Cidade da Polícia. Ele, que também já trabalhou
na 34ª DP, chegou a sair de casa de moto, mas não chegou à CG-Norte nesta
manhã.
Como
funcionava o esquema
Para o
Ministério Público, o grupo estava reunido em torno de um objetivo comum:
identificar pessoas que estivessem fora da lei, seu potencial econômico e fazer
“operações” policiais contra elas, sempre com a intenção de pega-las em
flagrante comentando algum tipo de crime. Após isso, eles exigiam uma quantia
muito alta em dinheiro para que os suspeitos não fossem presos ou tivessem as
mercadorias apreendidas.
A investigação
identificou que qualquer pessoa que praticasse algo ilegal poderia ser vítima
do bando. O MP identificou extorsão contra vendedores de mercadorias piratas,
ambulantes, postos de gasolina, bingos, donos de veículos clonados e
comerciantes em situação irregular.
Ainda de acordo
com o MP, a quadrilha chegou a fazer ameaças e até agrediram fisicamente as
vítimas. O bando também chegou a desviar os materiais apreendidos para serem revendidos.
O esquema também tinha informantes, responsáveis por levar aos agentes
denunciados dados sobre possíveis alvos envolvidos com ilícitos e que poderiam
gerar propina.
Delegado com
nome de galã ostentava em rede social
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Delegado Rodrigo Santoro durante viagem
internacional,
na
neve - Reprodução Facebook
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Com nome e
pinta de galã, o delegado Rodrigo Santoro, apontado como o líder da quadrilha,
ostentava nas redes sociais. Em seu perfil no Facebook e de outras pessoas em
comum, ele aparece em fotos em momentos de lazer com família e amigos em
resort em Angra dos Reis e até em viagem internacional na neve. Com
um salário líquido de quase R$ 17 mil, ainda assim Rodrigo Santoro fazia parte
de um esquema para extorquir supostos criminosos.
"Sou
intenso. Amo a vida, a família e os amigos. Busco incessantemente a
felicidade", se descreve na rede social o Russo, como é chamado por alguns
amigos. Sua última postagem pública foi anunciando seu "casamento",
em 14 de fevereiro deste ano. "Como fomos morar juntos, decidimos mudar o
status no Face, mais não houve cerimônia (sic)", disse Santoro.
Um dos mandados
de prisão foi contra Rafael Luz Souza, conhecido como Pulgão, oficial
de cartório da Polícia Civil, que está preso desde julho deste ano.
Ele foi alvo de
uma ação da Corregedoria da instituição e no momento da prisão com outras três
pessoas, em uma boate na Barra, Pulgão estava co um arsenal de
guerra, com cinco fuzis, oito pistolas, uma metralhadora antiaérea, uma arma de
paintball e munições de vários calibres. Eles eram apontados como
suspeitos de integrar uma milícia que atua em Realengo, Bangu e Campo Grande,
na Zona Oeste.
Confira os
policiais presos já identificados
- Delmo
Fernandes Baptista Nunes - Chefe de cartório aposentado;
- Carlos Tadeu
Gomes de Freitas filho - já estava preso;
- Xavier
Fernandes Coelho - já estava preso;
- Rafael
Ferreira dos Santos - já estava preso;
- Jorge Felipe
de Paula Coelho - Da 50ª DP (Itaguaí);
- Carlos Vieira
Silvestre - Da Delegacia de Roubos e Furtos de Aumotóveis (DRFA);
- Rafael Luz de
Souza, o Pulgão; oficial de cartório que já estava preso;
- Ricardo da
Costa Canavarro - Da 4ª DP (Praça da República);
- Quintino
Pedro de Moraes Santos - Policial aposentado
- Antônio
Sérgio de Almeida Mazoli - 34ª DP (Bangu);
- Rafael Berg
de Carvalho - Posto Regional de Polícia Técnico-Científica da Região de
Duque de Caxias (PRPTC-DC);
- Flávio Chaves
Cardoso - trabalha no setor de transporte
Por RAFAEL NASCIMENTO


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