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Venezuelana
alimenta seu filho enquanto espera por ônibus
para continuar viagem em Tumbes, no Peru, no
sábado (25)
(Foto: AP Photo/Martin Mejia)
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Número
representa um quarto dos venezuelanos que chegaram ao país desde 2015.
Solicitação é independente do processo realizado para a permissão temporária de
permanência ou para qualquer outro status migratório, explicam autoridades.
Mais de 120 mil
venezuelanos pediram refúgio no Peru, que recebeu anteriormente uma avalanche
de migrantes que fogem da crise no país petroleiro, afirmou nesta terça-feira
(28) o chanceler peruano, Néstor Popolizio.
"Recebemos,
ao longo dos últimos três anos, mais de 120 mil solicitações de refúgio"
de venezuelanos, declarou o chanceler ao canal RPP.
Esta cifra
representa um quarto dos venezuelanos que chegaram desde 2015 ao Peru fugindo
da aguda crise política e econômica em seu país, segundo cifras oficiais peruanas.
"Isso (a
solicitação de refúgio) é independente do processo realizado para a permissão
temporária de permanência ou para qualquer outro status migratório",
explicou Popolizio.
A maior parte
dos migrantes entrou no Peru do Equador pela passagem fronteiriça de Tumbes,
1.292 quilômetros ao norte de Lima, após longas travessias de ônibus ou a pé
depois de sair da Venezuela para a Colômbia.
Além do governo
peruano, a agência da ONU para os refugiados (Acnur), a Federação Internacional
da Cruz Vermelha e as igrejas dividem alimentos e dão assistência aos
migrantes, tanto na fronteira como em Lima.
"Temos
abrigos identificados que nos permitem localizá-los e que têm um trânsito
inicial que não é difícil e que lhes possibilita se espalhar por toda a
sociedade peruana", declarou Popolizio.
O governo
peruano exige desde sábado
passaporte aos venezuelanos, mas estes puderam continuar entrando no
país sem apresentar este documento como prévia solicitação de refúgio.
Também podem
entrar no Peru sem passaporte - documento difícil de conseguir na Venezuela
devido aos intermináveis trâmites, a corrupção e a falta de papel - as
grávidas, os idosos e as crianças que chegam para se reunir com seus pais.
Mais de 1,6
milhão de venezuelanos saíram de seu país a partir de 2015 diante da piora da
crise.
Dos 500 mil
venezuelanos no Peru, 97 deles
voltaram à Venezuela na segunda-feira em um avião enviado pelo
presidente Nicolás Maduro, alegando que tiveram dificuldades para encontrar
emprego ou foram vítimas de discriminação.
Por France Presse

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