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Pessoas
gritam ‘chega de ditadura’ durante protesto contra
as eleições presidenciais em Caracas, na
Venezuela, na
quarta-feira
(16) (Foto: AP Photo/Ariana Cubillos)
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Manifestantes
defendem abstenção nas eleições do próximo domingo em marcha rumo à sede da OEA
em Caracas. Com principais líderes de oposição proibidos de concorrer, Nicolás
Maduro deve ser reeleito.
Várias centenas
de manifestantes opositores na Venezuela interromperam o tráfego com uma marcha
rumo à sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Caracas nesta
quarta-feira (16) para protestar contra a eleição presidencial do próximo final
de semana, que dizem que será manipulada.
Como a maior
parte da oposição boicotará a votação de domingo e dois de seus líderes mais
populares estão proibidos de concorrer, o presidente de esquerda Nicolás Maduro
deve se reeleger, apesar da crise econômica avassaladora do país.
A marcha desta
quarta-feira, muito aquém dos meses de protestos em massa que atraíram centenas
de milhares às ruas no ano passado, foi liderada por um grupo opositor
recém-criado chamado Frente Ampla, que defende a abstenção.
"Não
votarei porque está tudo manipulado de antemão", disse Nancy Forrero,
engenheira de 54 anos de uma petroleira privada.
"Isto é
uma ditadura", acrescentou ela, cujo filho se mudou para Buenos Aires.
Dezenas de
milhares de venezuelanos trocaram sua pátria por outras da América do Sul, um
êxodo crescente de imigrantes em fuga da inflação alta e da escassez de
alimentos.
Bradando
slogans anti-Maduro e acenando com bandeiras dos partidos de oposição
militantes Primeiro Justiça e Vontade Popular, os manifestantes planejavam
deixar uma carta no escritório da OEA.
"Queremos
eleições livres, transparentes, verdadeiras, não o que acontecerá no domingo,
uma farsa", disse o economista Ivan Lopez, de 65 anos.
Por Reuters

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