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© Fornecido
por AFP O presidente da USC, C.L. Max Nikias,
em cerimônia na universidade em 11 de maio de
2018, na
cidade de Los Angeles.
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O presidente da
Universidade do Sul da Califórnia (USC), C.L. Max Nikias, renunciou nesta
sexta-feira, em meio ao escândalo por abuso sexual envolvendo um ginecologista
da instituição.
O Conselho de
Administração informou na tarde desta sexta-feira que a USC acertou
"iniciar uma transição ordenada e o processo de eleição de um novo
presidente" para substituir Max Nikias, no cargo desde 2010.
"Reconhecemos
a necessidade de mudança e estamos comprometidos com uma transição estável.
Tenham em conta que nossas ações serão rápidas e exaustivas, mas pedimos sua
paciência enquanto administramos este processo complexo", destaca o
comunicado do Conselho.
Na terça-feira,
200 professores pediram a renúncia de Max Nikias, que "fracassou em
proteger nossas estudantes, nossa equipe e nossas colegas de um repetido e
perverso assédio e abuso sexual", atribuído ao ginecologista George
Tyndall.
Duas ações
coletivas foram apresentadas à Corte Superior de Los Angeles "em nome de
milhares de estudantes" que alegam ser vítimas do médico.
Tyndall
trabalhou por anos como ginecologista da USC e, segundo as denúncias, a
universidade "ignorou ativamente inúmeras queixas de abuso sexual feitas
por suas estudantes", no intuito de "proteger sua reputação e suas
finanças".
A USC chegou a
um acordo amigável com Tyndall em 2017, um ano após ser colocado em licença
para uma investigação interna que incluiu queixas documentadas desde 2000 e que
destacavam constantes comentários sexuais e racistas em suas consultas, e a
descoberta de uma caixa com fotografia das genitálias de suas pacientes.
O advogado John
Manly revelou que 200 ex-alunas da USC contactaram uma linha telefônica
colocada à disposição pela universidade para coletar informações sobre Tyndall.
AFP

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