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Ação visa
cumprir mandados no Rio e na Baixada
Fluminense
(Foto: Reprodução / TV Globo)
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Delegacia
especializada investiga conexão entre criminosos da Baixada e da Maré. Ação
visa prender criminosos que também são envolvidos com roubo de motos importadas
e cargas. Foram expedidos 28 mandados de prisão.
Uma operação da
Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e do Grupo de Atuação Especializada e
Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público prendeu, até as 7h15,
14 suspeitos em uma ação contra traficantes da Baixada Fluminense e da capital,
realizada na manhã desta terça-feira (15). Ao todo, são 28 mandados expedidos
pela Justiça.
A operação foi
deflagrada em Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo e Magé, na
Baixada Fluminense, e Rio de Janeiro.
A 55ª DP
(Queimados) e policiais do Departamento Geral de Policiamento da Capital (DGPC)
e do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) também ajudam na ação.
Conexão
Baixada-Maré
Durante um ano
de investigação, a Polícia Civil identificou a existência de uma quadrilha de
roubos de motos importadas formada por traficantes da Maré, na Zona Norte do
Rio, e de de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Alexandre
Carlos ferreira do Nascimento Junior, o Mudinho ou MD, Fabrício Henrique Gomes
do nascimento, vulgo Play, e Julio Cesar Dias Andrade, o Puff, também são
apontados como responsáveis pela morte do atleta de handebol George Felipe da
Silva Pereira, em uma tentativa de roubo de sua motocicleta, em Duque de
Caxias.
O transporte de
drogas e armas entre favelas cariocas e da Baixada Fluminense também está na
mira da polícia. Segundo as investigações, um dos principais modos de atuação
dos traficantes é cooptação de menores de idade para atuarem na linha de
frente, seja efetuando a venda de drogas, seja atuando como “braço armado”,
enfrentando a polícia.
O tráfico de
drogas que atua na praia de Mauá, em Magé, está subordinado ao traficante
Charles Jackson Neres Batista, O Charlinho Do Lixão, chefe do tráfico local e
responsável pelo fornecimento de armas e drogas. Foram captadas ordens para
incêndio de ônibus e ataques a policiais na região, além de homicídios de
desafetos, que eram julgados pelo tribunal do tráfico.
No Lixão,
Charlinho era o chefe do tráfico de drogas quando uma grávida
foi baleada próxima à comunidade.
Por Felipe Freire, Bom Dia Rio

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