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© VEJA Maduro
e Diosdado Cabello em 2016
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O governo
chavista não poupará esforços para recompensar os que votarem no
presidente Nicolás Maduro nas
eleições presidenciais da Venezuela de
20 de maio, declarou nesta quarta-feira o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, que não descarta a
distribuição de dinheiro entre os eleitores.
Cabello,
vice-presidente do Partido
Socialista Unido da Venezuela (PSUV), declarou que prefere recompensar
os eleitores fiéis a Maduro com outros tipos de “incentivos”, como livros do
finado presidente Hugo Chávezou
cópias da nova Constituição que está sendo escrita, mas dinheiro também pode
integrar o pacote de reconhecimento.
O político pediu
à vice-presidente de finanças do PSUV, Yelitza Santaella, que “analise os
números” e destacou que “não se trata da compra de votos, porque o povo vota em
quem quiser”.
No sábado
passado, Maduro admitiu utilizar o carnê da pátria – programa de auxílio do
governo – para “incentivar” os eleitores no pleito de 20 de maio.
“Todos que
tiverem o carnê da pátria devem votar (…). Estou pensando em dar um prêmio ao
povo da Venezuela que irá votar neste dia, com o carnê da pátria”, disse Maduro
em um comício no estado de Anzoátegui (nordeste).
“Pela democracia,
pela liberdade, dando e dando: recebo meu direito social ao trabalho, ao
estudo, à pensão, mas dou meu voto à pátria”, declarou Maduro.
Os principais
adversários de Maduro nas eleições, o ex-governador Henri Falcón e o pastor
evangélico Javier Bertucci, têm denunciado o uso da máquina estatal por parte
do presidente, especialmente de verbas públicas.
A maioria dos
partidos de oposição decidiu boicotar as eleições presidenciais diante da falta
de garantias e transparência.

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