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© picture-alliance/AP Photo/Syrian
Central Military Media
Şam çevresinde atılan roketler canlı
yayınla izlendi
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O Exército
israelense lançou ao menos 70 mísseis contra posições iranianas na Síria, nesta
quinta-feira (10), numa represália ao ataque com foguetes feito por forças
iranianas em território sírio, contra bases israelenses nas Colinas do Golã.
O ataque marca
a maior intervenção israelense desde o início da guerra civil na Síria, onde
forças iranianas, milícias xiitas e soldados russos estão estacionados em apoio
ao regime do ditador Bashar al-Assad.
"Bombardeamos
quase todas as infraestruturas iranianas na Síria. Se nos molham com chuva, nós
fazemos cair uma tempestade sobre eles", disse o ministro de Defesa
israelense, Avigdor Lieberman. "Espero que eles tenham entendido a
mensagem."
Segundo o
governo Benjamin Netanyahu, as forças iranianas dispararam, a partir da Síria,
20 foguetes que tiveram como alvo posições militares israelenses no Golã,
território tomado da Síria por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Todos
os disparos foram interceptados.
A resposta
israelense foi imediata e dura: envolveu quase 30 aeronaves e o disparo de 70
mísseis. De acordo com o independente Observatório Sírio de Direitos Humanos,
23 combatentes morreram no ataque, o que inclui cinco soldados sírios e 18
integrantes de forças aliadas.
O vice-ministro
das Relações Exteriores russo, Mikhail Bogdanov, apelou à moderação. O
presidente francês, Emmanuel Macron, pediu o fim da escalada de confrontação, a
maior entre Irã e Israel na guerra síria.
Uma guerra
complexa
Israel vem
tentando se manter relativamente distante da guerra civil na vizinha Síria
desde que o conflito teve início, em 2011, apesar de ter realizado uma série de
ataques aéreos contra carregamentos de armas supostamente destinados ao libanês
Hisbolá, grupo militante aliado de Teerã e Damasco.
Recentemente,
autoridades israelenses vêm alertando para o fato de o Irã e seus aliados
xiitas estarem se estabelecendo permanentemente na Síria, o que poderia se
voltar contra Israel.
Autoridades
israelenses temem que os iranianos usem a Síria para efetuar ataques ou criar
um corredor para o Líbano, que facilitaria a transferência de armas para o
Hisbolá. Israel combateu o grupo militante xiita na devastadora Guerra do
Líbano de 2006.
"O Irã
está fazendo da Síria uma nova frente contra Israel, um trampolim para
conquistar Israel a partir de lá", disse recentemente a ministra
israelense da Justiça, Ayelet Shaked. "Israel não ficará de braços
cruzados, observando o Irã tomar conta da Síria."
Os militares
israelenses até agora já reconheceram ter realizado cerca de cem ataques contra
alvos na Síria, mas nenhum do porte do desta quinta-feira.
O cenário se
complica também pelo fato de o Hisbolá, apoiado pelo Irã, se aproximar cada vez
mais da fronteira com Israel através das Colinas do Golã. E o regime de Assad,
aliada de ambos, costuma pôr a Síria à frente da resistência a Israel.
O Irã está
presente na Síria com vários grupos de milícias. Teerã vem usando cada vez mais
a guerra civil síria para interferir em Israel. O Irã investe pesadamente no
Hisbolá – atualmente, são 800 milhões de dólares anuais. Há anos que o Hisbolá
vem expandindo constantemente seu arsenal. A organização teria cerca de 120 mil
mísseis apontados na direção de Israel.

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