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Ponto de
apoio de grevistas na Dutra, em Seropédica
(Foto:
Reprodução/TV Globo)
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BRT fecha
parte das estações. Ceasa periga não ter o que vender nesta sexta, e metade dos
postos deve ficar seca nas próximas horas.
Resumo
- Metade dos
postos estarão secos até
o fim do dia
- BRT só pôs metade da frota nas ruas e fechou dezenas de estações
- Ceasa alerta não ter o que vender já
nesta sexta-feira
- São sete
pontos de protesto de caminhoneiros; vários estão parados em
Seropédica
- Galeão cede
combustível para o Santos Dumont
O Rio de
Janeiro vive o quarto dia de protestos de caminhoneiros nesta quinta-feira
(24). As empresas anunciaram menos ônibus nas ruas do Rio de Janeiro e na
Região Metropolitana por causa da falta de combustíveis. Muitos postos já estão
com as bombas vazias. A Prefeitura do Rio recomenda que os passageiros usem o
metrô e trens.
Às 6h33,
caminhoneiros protestaram na Avenida Washington Luís e chegaram a fazer uma
fogueira entre os canteiros que dividem as pistas, levantando uma cortina de
fumaça. O RJ conta com sete pontos de manifestação nas estradas. Um dos maiores
é na Via Dutra, na altura de Seropédica.
Ônibus: BRT
fechado parcialmente
Segundo o BRT,
todas as estações da Avenida Cesário de Melo, no corredor Transoeste, e no
trecho entre Madureira e Fundão, na Transcarioca, estão fechadas. De acordo com
o consórcio, elas devem voltar a operar assim que mais carros forem
abastecidos.
O BRT Rio
informa que, por causa do problema de falta de abastecimento de combustível,
estão em operação apenas os seguintes serviços:
TRANSOESTE
- 10 (Expresso, Santa Cruz-Alvorada);
- 12 ( Expresso, Pingo D'água-Alvorada);
- 21A (Parador, Recreio-Jd. Oceânico)
- 25 (Semiexpresso, Mato Alto-Jd. Oceânico)
TRANSCARIOCA
- 35 (Parador, Madureira-Alvorada)
- 40 (Expresso, Madureira-Jd. Oceânico)
- 41 (Expresso, Madureira-Recreio)
TRANSOLÍMPICA
- 50 (Parador, Centro Olímpico-Jd. Oceânico)
- 51 (Parador, Recreio-Vila Militar)
- 53 (Expresso, Sulacap-Jd. Oceânico)
No Terminal
Alvorada, na Zona Oeste, apenas metade da frota está nas ruas. Passageiros
vindos de Santa Cruz contaram que levaram mais de uma hora para conseguir
embarcar, quando os veículos costumam passar a cada 15 minutos. Eles também
reclamam da lotação acima da média nos veículos.
“Está tudo
cheio. E as pessoas falam ‘não abre a porta’. Tem gente que não consegue
embarcar. Eu levei 45 minutos para chegar aqui", afirmou Maria Madalena,
passageira que saiu da estação Magarça.
No terminal de
ônibus da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, alguns passageiros
reclamam que estão levando mais tempo para cumprir o trajeto por causa da falta
de veículos. Uma passageira contou fez o trajeto entre a Vila da Penha e o
Centro em três horas, quando ela costuma fazer o caminho em uma hora durante a
madrugada.
Na garagem da
empresa Redentor, uma das maiores da Zona Oeste, às 6h30, era possível ver pelo
menos 90 ônibus parados.
Postos de
combustíveis
Na manhã desta
quinta-feira, dos 800 postos do Município do Rio, 90 estão totalmente secos.
Antônio Barbosa Ferreira, presidente do sindicato do setor, alerta que nas
próximas horas 400 não terão o que vender. No restante, pelo menos um
combustível já acabou.
"A
situação é crítica", resume Ferreira.
O presidente
afirmou que condena donos de postos que elevaram preços - há relatos de
gasolina premium a R$ 10 o litro. "Condenamos quem se aproveita dessa
situação", disse.
Alimentos
Na madrugada
desta quinta-feira, apenas 50 caminhões chegaram à Ceasa, principal central de
abastecimento do Rio, em Irajá - e apenas com meia carga. O volume normal é de
350 caminhões.
O presidente da
associação local, Waldir Lemos, alerta que os boxes podem não ter o que vender
já nesta sexta-feira (25).
"Os
produtores estão parando de colher", explicou Lemos. "O pessoal não
está comprando, a qualidade não é a mesma", continuou.
Os preços na
madrugada voltaram a subir. A caixa de tomate, normalmente vendida a R$ 50,
saía por R$ 120; a batata, que de R$ 60 disparou para R$ 400, chegou a R$ 500.
Pela manhã, no entanto, sacos eram encontrados a R$ 300, devido à queda na
demanda.
PRF garante
estradas livres
A Polícia
Rodoviária Federal informou que autuará os motoristas que usarem qualquer
veículo para interromper ou restringir a circulação nas rodovias federais.
De acordo com a
PRF, os motoristas que desrespeitarem a determinação poderão ser multados em R$
5.869,40. Além disso, terão o direito de dirigir suspenso por 12 meses. Em caso
de reincidência, a multa é aplicada em dobro, chegando a R$ 11.738,80. A
legislação ainda prevê multa de R$ 17.608,20 para os organizadores do
movimento. As penalidades são aplicáveis em pessoas físicas ou jurídicas que
incorram na infração.
Denúncias à PRF
podem ser feitas através do telefone 191.
Interior do
estado
REGIÃO DOS
LAGOS
O Grupo
Salinera, responsável pelo transporte público dos ônibus municipais e
intermunicipais da região, opera com 70% da frota. Os passageiros sentem e
redução e reclamam da demora na passagem dos veículos.
O trajeto entre
Araruama e Cabo Frio, por exemplo, estaria demorando mais de duas horas e meia.
A Viação 1001,
outra empresa de ônibus importante para a região, informou que algumas viagens
podem ser canceladas.
Os motoristas
também enfrentam longas filas para abastecer.
SUL
FLUMINENSE
Cerca de 500
produtores de leite de Barra Mansa tiveram que jogar cerca de 130 mil litros do
produto fora por não terem como escoar a produção. Isso significa um prejuízo
de cerca de R$ 200 mil por dia.
Em Sapucaia, os
produtores também não conseguem fazer com que as hortaliças cheguem até o
Ceasa, na capital.
MACAÉ
A "capital
nacional do petróleo" está sem combustível. A cidade tem 26 postos e, no
fim da tarde de quarta (23), 18 deles anunciaram que estavam sem produtos para
abastecer os veículos.
Isso provocou
uma corrida e longas filas. A falta de abastecimento também afeta o transporte
público, com uma redução de 20% da frota.
De acordo com
comando do 32º Batalhão, que atende a região, a recomendação aos policiais é
fazer um racionamento. As viaturas estão paradas em pontos estratégicos.
COSTA VERDE
Nenhum posto em
Angra dos Reis possui GNV para abastecer. Também falta gasolina em alguns
postos.
A frota de
ônibus que circula pela cidade também está reduzida e os passageiros enfrentam
um intervalo maior. Os veículos que passavam a cada 20 minutos agora levam 40
minutos.
Em Paraty, a
empresa que faz o transporte de passageiros também anunciou uma redução no
número de veículos nas ruas, principalmente os que fazem linhas
intermunicipais.
Por Bom Dia Rio

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