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© Andre
Dusek|Estadão O presidente
da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ).
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BRASÍLIA - Sem
conseguir votar matérias importantes para o governo, o presidente da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), ameaçou descontar o salário dos deputados da oposição
que estão em obstrução e tentam impedir o andamento dos trabalhos na Casa desde
a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 7.
Maia abriu a
sessão da Câmara na noite desta quarta-feira, 25, anunciando que todas as
votações terão efeito administrativo e que poderá rever sua decisão sobre a
validade da presença no plenário dos deputados de partidos que estão em
obstrução. "Eu sou muito da conciliação e do diálogo, mas se a oposição
tem o direito de obstruir, vou reavaliar a questão de ordem sobre a presença no
plenário", disse Maia.
O presidente da
Câmara também afirmou que a decisão da oposição está impedindo a Casa de
"cumprir o seu papel constitucional de legislar". "A minha
flexibilidade tem limite, e o limite é o respeito a essa instituição",
disse.
A posição de
Maia causou reação no plenário. O deputado Silvio Costa (Avante-PE) afirmou que
a oposição vai ficar em obstrução até Lula ser solto. A deputada petista Érica
Kokay (DF) também criticou a postura do presidente da Câmara. "Nós não
cedemos à chantagem, quem faz chantagem dá uma demonstração de profunda
fraqueza, porque não consegue conduzir um governo que está aos
frangalhos."
PAÍS PASSA POR
CRISE POLÍTICA DESDE PRISÃO DE LULA, DIZ PT
O argumento dos
deputados em obstrução, liderados pelo PT, é que o País passa por uma crise
política e institucional desde a prisão do ex-presidente, e a pauta do
Congresso não pode seguir normalmente, como se nada estivesse acontecendo.
A obstrução é
um recurso previsto no regimento da Câmara utilizado por parlamentares em
determinadas ocasiões para impedir o prosseguimento dos trabalhos. O líder
anuncia que o partido vai adotar a medida, o que faz com que a presença dos
deputados da bancada deixe de ser computada, o que dificulta o alcance do
quórum para as votações.
Apesar das dificuldades, o objetivo de Maia é votar ainda nesta quarta-feira algumas medidas provisórias enviadas pelo governo e o projeto que altera o cadastro positivo, considerado uma das principais bandeiras do Banco Central na área de crédito.
Apesar das dificuldades, o objetivo de Maia é votar ainda nesta quarta-feira algumas medidas provisórias enviadas pelo governo e o projeto que altera o cadastro positivo, considerado uma das principais bandeiras do Banco Central na área de crédito.

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