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© AFP Damas
de Branco durante manifestação
em Havana em 2016
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Pelo menos nove
integrantes do grupo opositor Damas
de Branco foram presas em Cuba e impedidas de realizar sua tradicional marcha para a
libertação de presos políticos. Entre as detidas está Berta Soler, líder do
movimento que luta pela mudança do regime totalitário na ilha.
A prisão
acontece menos de uma semana após a eleição do novo presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel.Membro do
Partido Comunista, o engenheiro substitui Raúl Castro, de 86 anos, que deixou o
cargo após dois mandatos.
Segundo afirmou
o marido de Berta, o ex-prisioneiro político Ángel Moya, ao jornal local Diário
de Cuba, as integrantes do grupo foram presas ao sair da sede da
organização para seus tradicionais protestos de domingo. Apenas cinco das Damas
de Branco conseguiram sair à rua e ir à missa para se manifestar.
Há mais de 13
anos as Damas de Branco se manifestam todos os domingos em Havana exigindo a
libertação de todos os presos políticos e em diversas ocasiões foram detidas
pelas autoridades.
Na semana
passada, em entrevista ao jornal espanhol ABC, Berta declarou que,
mesmo com a saída de Raúl Castro da presidência as perseguições e as prisões
continuariam. Segundo ela, nada ia mudar, pois a escolha de Díaz-Canel foi
feita por Castro, não houve eleições livres.
Também segundo
Moya, um cinegrafista com credencial de um veículo brasileiro também foi
interceptado pela polícia perto da sede do grupo. “Não sabemos se ele foi
detido ou se simplesmente ordenaram que deixasse o local”, declarou.

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