Após ritual
com índios da etnia pemón, presidente prometeu a eleitores uma revolução na
economia da Venezuela. Eleição presidencial será realizada no dia 20 de maio.
Com um ritual xamânico,
que incluiu bênçãos e rezas, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, iniciou
nesta segunda-feira (23) seus atos de campanha para as eleições de 20 de maio,
prometendo tirar a economia do atoleiro.
Enfeitado com
um penacho de penas pretas, marrons e brancas, um xamã pronunciou orações, com
a mão direita posta sobre a cabeça de Maduro, e depois ungiu com "água
benta" o governante e sua mulher, Cilia Flores.
Enquanto
meninos indígenas cantavam e dançavam em círculos a seu redor, o casal
presidencial sorveu a água, coletada - segundo o nativo - no Parque Nacional
Canaima, enorme reservatório natural de 30 mil quilômetros quadrados no estado
Bolívar (sur), fronteiriço com o Brasil.
"Obrigado
por me dar toda essa força", disse Maduro após a cerimônia, realizada em
sua chegada a Bolívar, lar da etnia pemón.
De frente para
uma enorme cascata em La Llovizna, parque da cidade de Puerto Ordaz, o xamã
ofereceu sua bênção ao presidente para "estar em paz com o senhor Deus e
com o nome de (Hugo) Chávez", seu mentor falecido em 2013 após 14 anos no
poder.
Crianças e
jovens indígenas tocaram música tradicional venezuelana.
Algumas horas
depois, o presidente liderou, em San Félix, zona popular na periferia de Puerto
Ordaz, seu primeiro comício formal.
"Há cinco
anos, eu era um novato ferido", afirmou, referindo-se à morte de Chávez,
depois da qual foi eleito.
"Hoje sou
um presidente com experiência!", clamou, diante de centenas de
simpatizantes.
Ele prometeu
"uma revolução na economia" no país, castigado pela hiperinflação,
pela escassez de alimentos, de remédios e de produtos básicos.
Estados Unidos,
União Europeia e vários países latino-americanos não reconhecem as eleições,
apoiando a denúncia feita pela oposição sobre a falta de condições para sua
realização.
Embora a
MUD tenha se negado a apresentar
candidatos, Henri Falcón, opositor dissidente do governo, decidiu se candidatar convencido de
que capitalizará o que aponta como uma ampla insatisfação social.
Por France Presse

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