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Profissionais
da Saúde também distribuíram folhetos informativos
para a população. Fotos: Mauricio Rocha / Arte
ROJORNAL
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Campanha foi criada chamando a atenção para o diagnóstico e
tratamento da Hanseníase
Nas últimas semanas do mês de janeiro, profissionais da Saúde de Rio
das Ostras promoveram a Campanha Janeiro Roxo, que chama a atenção para a
Hanseníase. O encerramento da campanha aconteceu nesta quarta-feira, dia 31, no
Centro de Saúde Extensão do Bosque, onde foi prestado esclarecimento sobre a
doença para a população. Este ano, o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase
foi celebrado no último domingo de janeiro (dia 28).
Durante a campanha foram realizadas algumas atividades em unidades de
saúde do município, como sala de espera e distribuição de cartazes e folhetos
informativos sobre a Hanseníase. Com o tema “Xô, preconceito! Hanseníase tem
cura”, a campanha em Rio das Ostras veio para reforçar o controle e promoção de
diagnóstico e tratamento corretos da doença, além de tentar acabar com
preconceitos que prejudicam o trabalho de prevenção.
A coordenadora da Hanseníase em Rio das Ostras, Ruth Méia Nunes,
afirmou que existe tratamento, diagnóstico e cura da doença e, em hipótese
alguma, o paciente deve ter preconceito, pois a hanseníase atinge pessoas de
qualquer faixa etária ou classe social.
“As campanhas vêm para esclarecer a população sobre os sintomas e
prevenção. O Brasil ainda é o segundo país em caso de hanseníase no Mundo. Nos
últimos três anos, tivemos cerca de 8 a 9 casos novos/ano em Rio das Ostras.
Embora esteja controlada no município, é preciso dar continuidade na busca de
casos de hanseníase, para detecção precoce da doença e assim evitar também as
sequelas físicas no paciente”, ressaltou.
A moradora de Rio das Ostras, Sônia Regina Pereira Barros, acredita
que este tipo de campanha tem uma força muito grande, pois muitas pessoas
desconhecem a doença e a prevenção é de suma importância. “Já ouvi falar em
alguns casos e essas informações são válidas para toda a família. Uma mancha no
corpo pode desenvolver um problema maior, mas isso tem cura e quando é
diagnosticado antes evitamos a transmissão”, destacou.
A sala de espera desta quarta-feira também contou com a presença da
técnica da gerência de Dermatologia Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde,
Marta Parente, que reforçou as orientações sobre o assunto junto a equipe do
Programa de Controle de Hanseníase do município.
ATENDIMENTO – Ainda segundo Ruth Méia Nunes, as unidades
de saúde têm feito salas de espera e a população tem participado bastante,
tirando suas dúvidas. O objetivo é fazer um trabalho de conscientização em
relação à doença, massificando as informações para interromper a cadeia de
transmissão, que é respiratória. O paciente apresentando cinco manchas com
dormência e sem tratamento, já transmite hanseníase para a família.
“A porta de entrada para o controle da hanseníase tem que ser a
Atenção Básica. Ano passado já foi feita capacitação de profissionais de nível
superior para que possam avaliar e fazer os testes, e ainda temos o suporte do
Programa de Controle da Hanseníase que conta com uma equipe multidisciplinar
com assistente social, enfermeiros, fisioterapeutas, médico e técnicos de
enfermagem”, informou a coordenadora.
O atendimento pelo programa é feito no Centro de Saúde Extensão do
Bosque, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para consultas médicas, às
segundas-feiras pela manhã e às quintas, no período da manhã e tarde.
HANSENÍASE – Doença causada pela bactéria Bacilo de
Hansen, que ataca principalmente a pele e os nervos, dos braços, mãos, pernas e
rosto. A transmissão se dá através de secreções respiratórias e alguns dos
sintomas são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer
parte do corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade; caroços ou inchaços
no corpo; dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longos dos nervos
de mãos e braços, entre outros.

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