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© Reuters/N.
Doce Tendas de campanha servem como
abrigos para
venezuelanos em Caimbe, Roraima
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Forças armadas
vão coordenar medidas para lidar com crescente fluxo de venezuelanos em fuga do
caos econômico no país vizinho. Plano inclui dobrar número de militares e
instalar hospital de campanha.
O ministro da
Defesa, Raul Jungmann, informou nesta quarta-feira (14/02) que o governo
brasileiro vai instituir emergência social em Roraima para lidar com o alto
fluxo de refugiados venezuelanos que chegam ao estado.
Segundo o
ministro, o presidente Michel Temer deve editar uma medida provisória ainda
nesta semana. O estado de emergência social deve permitir dobrar o efetivo
militar que atua na ajuda humanitária na região de 100 para 200 homens e
instalação de um hospital de campanha. Todas as ações do governo federal no
estado também devem passar a ser coordenadas pelas Forças Armadas.
A medida também
deve agilizar a liberação de recursos para que Roraima possa lidar com o fluxo
de quem fogem da Venezuela, que está imersa em profunda crise econômica e
políticas. Nos últimos meses, 40 mil venezuelanos chegaram ao estado – que tem
500 mil habitantes.
Ainda segundo
Jungmann, serão criados novos postos de controle na fronteira para ajudar na
triagem dos venezuelanos. Um helicóptero também será enviado para ajudar nas
operações.
"Do
governo federal naquela região, estamos designando um general de três estrelas
para coordenar toda a ação federal e isso vai ser estar definido nessa MP”,
disse Jungmann.
A decisão sobre
a MP foi tomada após uma reunião entre o presidente Michel Temer e os ministros
Jungmann, Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) a
Presidência, Torquato Jardim (Justiça), Moreira Franco (Secretaria-Geral),
Eliseu Padilha (Casa Civil) e o subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil,
Gustavo Rocha.
Segundo
Torquato Jardim, o objetivo das medidas, em especial a instalação de mais
postos de controle, não é impedir a entrada de venezuelanos no Brasil.
"Seria fazer uma seleção para saber quem está chegando e que tipo de ajuda
cada um precisa. Uns precisam de ajuda médica, outros já estão mais
qualificados para conseguir um emprego”, explicou.
Já o ministro
Sérgio Etchegoyen informou que há ainda um trabalho de inteligência em parceria
com outros países para identificar os fluxos de migrantes, a intensidade e o
resultado das políticas que possam ser adotadas.
"Um dos
propósitos é proteger nossa população sem descuidar da gravíssima tragédia
humanitária que temos hoje na nossa fronteira”, disse Etchegoyen.
Na
segunda-feira (12/02), Temer esteve em Boa Vista e já havia adiantado que o
governo estudava uma medida provisória para ajudar Roraima financeiramente.
"Todos os
recursos necessários serão encaminhados para solucionar a questão dos
venezuelanos, no aspecto humanitário, mas também a solução para o Estado de
Roraima”, disse Temer na ocasião.
Durante a
reunião desta quarta-feira, os ministros também discutiram planos para levar
energia elétrica de Manaus para Boa Vista. Hoje, a maior parte de Roraima
depende de energia importada da Venezuela, mas o caos no país vizinho tem
aumentado o temor na região de que o fornecimento possa ser interrompido.
Segundo o
governo, há planos de antecipar uma audiência pública marcada para março para permitir
o início das obras do linhão de Tucuruí, que vai ligar Manaus a Boa Vista.
"Vamos
voltar a peticionar os juízes por intermédio da Advocacia Geral da União para
tentar antecipar a audiência pública convocada para 14 de março para mais
rapidamente podermos iniciar as obras e levar energia elétrica”, disse
Torquato.

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