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Policiais
civis também participam de grande operação
no começo
desta quarta-feira (7)
(Foto: Reprodução/ TV Globo)
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Mais de três
mil militares participam da ação. Também há operações da polícia na Covanca, no
Morro da Barão e na Rocinha.
As Forças
Armadas, a Polícia Federal , a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e
as polícias Civil e Militar participam de uma operação integrada no Rio e da
Região Metropolitana na manhã desta quarta-feira (7). O objetivo principal da
ação é prender criminosos procurados de várias comunidades da cidade.
Os agentes
atuam, entre outros pontos, na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, e em
outras localidades consideradas estratégicas, como a BR-101 e no Arco
Metropolitano. Na semana passada, confrontos e trocas de tiros entre policiais
e traficantes na Cidade de Deus chegaram a provocar o fechamento da Linha
Amarela durante dois dias seguidos.
Mais de três
mil militares participam da ação. Eles são responsáveis pelo cerco às
comunidades e desobstrução de vias. O espaço aéreo está sendo controlado e
aeronaves civis têm restrições de circulação. Não há interferência nas operações
dos aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont.
Segundo o
coronel Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), a operação
desta quarta-feira (7) é uma inovação, já que as tropas federais também estão
atuando no eixo rodoviário da Região Metropolitana. “Eram dois tipos de
operações que eram feitas separadamente e hoje estão sendo feitas em conjunto”,
explicou Itamar em entrevista ao Bom Dia Rio.
O coronel
também informou que homens das tropas federais poderiam agir dentro das
comunidades do estado e não só no cerco, caso haja uma ordem judicial para
cumprimento de mandados.
Além das ações
do plano integrado das forças de segurança, também há operações da polícia em
uma comunidade da Covanca, em Jacarepaguá, no Morro da Barão, na Praça Seca, e
na Rocinha, em São Conrado.
Criminosos
procurados
O Disque
Denúncia divulgou um cartaz com imagens de criminosos procurados e pede que a
população colabore na captura. São eles: Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy,
considerado o chefe do tráfico de drogas da Nova Holanda; Gilberto Cardoso da
Silva , o Gê, também considerado um dos chefes da Nova Holanda; e Brian Flagg
Lopes do Nascimento, considerado um auxiliar importante de Motoboy.
Da Rocinha, são
procurados Leandro Pereira Rocha, o Bambu, um dos chefes do tráfico de drogas
na comunidade e que teria envolvimento na morte de um policial; Jailson Barbosa
Marinho, o Jabá; e Jurandir Silva Santos , o Parazinho, considerado um dos
matadores do grupo.
Cartaz do
Disque Denúncia pede informações sobre criminosos
procurados (Foto: Reprodução/ Disque Denúncia)
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Da Cidade de
Deus, as forças de segurança buscam Luis Augusto Ribeiro Vilhena, o Thomé;
Carlos Henrique dos Santos , o Carlinhos Cocaína; gerente da localidade
conhecida como Apartamentos e Ricardo Eduardo Alves Correa Damião.
Os agentes
também buscam Vitor Roberto da Silva Leite, o Da Mamãe, considerado o chefe do
crime no Morro do Barão.
As autoridades
também pedem informações sobre esconderijos de armas, localização de
criminosos, cargas roubadas, pontos de venda de drogas e veículos roubados,
entre outros crimes.
Violência
deixa mortos e interdita vias expressas
Na semana
passada, durante tiroteio na Cidade de Deus, a Linha Amarela foi interditada
algumas vezes e motoristas e passageiros chegaram a se jogar no chão para se
protegerem de tiros. Na quarta-feira (31), três suspeitos morreram durante
confronto com a PM na comunidade. Um deles era Rodolfo Pereira da Silva,
conhecido como Rodolfinho, apontado como um dos chefes do tráfico de drogas na
região.
O fim de semana
também foi marcado pela violência em outras regiões do Rio. De sexta (2) a
domingo (4), nove pessoas foram mortas na Região Metropolitana da cidade.
Pouco antes da
0h de domingo, um homem morreu depois de ser metralhado dentro de uma
ambulância na porta do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste.
Mikael Barbosa
da Cruz estava recebendo atendimento, por volta das 23h40, quando criminosos
ordenaram que os profissionais saíssem da ambulância e efetuaram os disparos.
Mais de 15 tiros atingiram a vítima e o veículo.
Nesta terça
(6), a Av. Brasil e as linhas Vermelha e Amarela chegaram a ser interditadas
por causa de uma operação policial e tiroteios na Maré. Na ação, um menino de
13 anos, identificado como Jeremias Moraes da Silva, e um homem de 20 anos,
Matheus Fernandes Ribeiro, morreram depois de serem baleados. Devido aos
impactos no trânsito, no horário de volta para a casa, o município do Rio
entrou em estágio de atenção.
Ainda nesta
terça, primeira semana do ano letivo, 40 unidades escolares ficaram sem
atendimento por conta da operação policial na Maré. No total, 20 escolas, 13
creches e sete Espaços de Desenvolvimento Infantil não abriram.
Durante a
madrugada, uma criança de três anos morreu após ser baleada em uma tentativa de
assalto na Rua Cardoso de Castro, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. O pai e a
mãe foram baleados e levados para o hospital. A criança chegou a ser socorrida
e levada para a UPA de Ricardo de Albuquerque, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a secretaria estadual de Saúde, a menina Emilly Sofia Neves Marriel já
chegou morta na UPA.
Por G1 Rio

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