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Grupo de
partidários de Cyril Ramaphosa pedem renúncia de
Jacob Zuma, em 5 de fevereiro de 2018, em
Johannesburgo
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O Congresso
Nacional Africano (ANC), que governa a África do Sul, decidiu nesta terça-feira
(13) pela saída do presidente Jacob Zuma, envolvido em vários escândalos de
corrupção que mergulharam o país em uma séria crise política, informou a
imprensa local.
Esta decisão,
que não foi oficialmente confirmada e de caráter não vinculativo, foi tomada
pelo Comitê Executivo Nacional (NEC) do partido que analisava o destino de
Zuma.
"Levou 13
horas, mas o Comitê Executivo Nacional do ANC decidiu revogar o presidente
Jacob Zuma como chefe de Estado", indicou o jornal The Times, citando
fontes não identificadas.
A direção do
partido tem o poder de solicitar a saída de seus membros que estejam em função
governamental, como aconteceu em 2008 no caso do presidente Thabo Mbeki, que
cumpriu a decisão e renunciou.
A rede estatal
SABC informou que o ANC deu a Zuma 48 horas para apresentar sua renúncia.
Outros veículos
indicaram que o partido irá escrever a Zuma ordenando que deixe o cargo de
presidente.
O partido
convocou uma coletiva de imprensa em sua sede em Joanesburgo ainda esta manhã.
O partido pode
revogar o chefe de Estado, obrigando-o a renunciar, mas, constitucionalmente,
ele não é obrigado a obedecer.
Nesse caso,
Zuma poderia ser destituído por meio de uma moção no parlamento nos próximos
dias.
Este texto deve
ser adotado por uma maioria absoluta dos 400 deputados.
Até agora, Zuma
recusou-se a obedecer as ordens de seu partido.
De acordo com a
imprensa local, o líder da formação, Cyril Ramaphosa, voltou a se encontrar com
Zuma na segunda-feira para pedir-lhe que renunciasse em 48 horas.
- 'Virar a
página' -
A crise que
agita o ANC, no poder desde o fim do regime de Apartheid em 1994, tem
perturbado o funcionamento do Estado.
Os partidários
de Ramaphosa tentam fazer com que Zuma deixe o poder o mais rápido possível
diante das eleições gerais de 2019.
Os seguidores
de Zuma insistem que ele deve seguir no cargo até o final de seu segundo
mandato.
Nas últimas
semanas, o ANC multiplicou as reuniões oficiais e as negociações entre
bastidores, sem alcançar uma decisão.
A questão
tornou-se mais urgente tendo em vista a aproximação do discurso anual do
presidente sobre o estado da nação, finalmente adiado.
"Nós
sabemos que vocês querem que esta questão seja encerrada", disse
Ramaphosa, de 65 anos, em uma reunião do partido no domingo, na Cidade do Cabo.
"Sabemos
que vocês querem virar a página (...) porque as pessoas querem que isso
termine. O NEC vai fazer exatamente isso", disse ele.
O comício de
domingo fazia parte das celebrações de 100 anos desde o nascimento de Nelson
Mandela, e também de uma tentativa de Ramaphosa de recuperar a reputação do
partido.
Na
segunda-feira, os partidos da oposição pediram eleições antecipadas, enquanto a
crise do ANC ainda estava aberta.
"Devemos
proceder à dissolução do parlamento (...) e depois convocar eleições
antecipadas", declarou o líder do partido Aliança Democrática, Mmusi
Maimane, a repórteres.
AFP

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