![]() |
© Luis
Macedo / Câmara dos Deputados Com o risco
de não haver apoio suficiente, aliados
presidenciais
começaram a cogitar a possibilidade da
iniciativa ser
retomada em novembro
|
O ministro da
Secretaria de Governo, Carlos Marun, contradisse nesta terça-feira (23) a
equipe econômica e afirmou que a reforma previdenciária será votada em
fevereiro "de qualquer jeito".
Com o risco de
não haver apoio suficiente no mês que vem, assessores e auxiliares
presidenciais começaram a cogitar a possibilidade da iniciativa ser retomada em
novembro, hipótese revelada pela Folha de S. Paulo na segunda-feira (22).
Segundo Marun,
é "impossível" colocar em votação a proposta em novembro, após a
disputa eleitoral, e a opinião do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que
cogita a possibilidade, "não condiz com o pensamento" do Palácio do
Planalto.
"O
ministro Henrique Meirelles não participou das últimas conversas que tivemos
aqui. Ele viajou a Davos e não participou das ultimas reuniões", disse.
Para o
ministro, não existe Plano B sobre a proposta, apenas Plano A. De acordo com
ele, o Palácio do Planalto conta com cera de 268 votos, número inferior aos 308
necessários para aprová-la.
"É mais
fácil o Sargento García prender o Zorro do que a proposta ser votada em
novembro", disse o ministro, em referência ao militar sem habilidade com a
espada da famosa série televisiva dos anos 1950.
O discurso da
equipe econômica é de que, na hipótese de o novo presidente não ser contra a
reforma, haverá uma última janela para a votação, uma vez que parte da base
aliada não conseguirá se reeleger.
A preocupação
com os efeitos na disputa eleitoral de aprovar uma medida impopular, assim, não
fariam mais sentido. Com informações da Folhapress.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!