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| Assim, a MUD será retirada do processo de validação das cédulas eleitorais, que será realizado no próximo final de semana - o que deve ampliar ainda mais a ruptura entre chavistas e oposição no país. |
Decisão
ocorre dias após a Assembleia Constituinte adiantar a eleição, habitualmente
realizada em dezembro, para antes de maio. Países dizem que não reconhecerão
resultado do pleito.
A Suprema Corte
venezuelana excluiu a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) da
próxima eleição presidencial, na qual o presidente Nicolás Maduro pretende se
reeleger.
A decisão do
tribunal pró-Maduro é o mais novo golpe para a desmoralizada oposição, que
busca derrotar o impopular governo chavista em meio a uma brutal crise
econômica.
"Se ordena
ao Conselho Nacional Eleitoral a exclusão da 'Mesa da Unidade Democrática'
(MUD) no processo de renovação convocado", afirma a sentença do Tribunal
Supremo de Justiça (TSJ).
Assim, a MUD
será retirada do processo de validação das cédulas eleitorais, que será
realizado no próximo final de semana - o que deve ampliar ainda mais a ruptura
entre chavistas e oposição no país.
O TSJ
justificou sua decisão afirmando que a aliança opositora "obedece ao
agrupamento de diversas organizações políticas já renovadas e outras pendentes
de renovação que poderão participar do processo eleitoral nacional".
"A decisão
da Corte Constitucional mostra que os juízes estão alinhados com a estratégia
eleitoral do governo", acusa Omar Barboza, o novo presidente do Congresso
venezuelano, que é liderado pela oposição.
Eleição
antecipada
A decisão
ocorre após a Assembleia Nacional
Constituinte, que atualmente comanda o país com poder absoluto, adiantar a
eleição, habitualmente realizada em dezembro, para antes de 30 de abril.
Logo depois,
Maduro anunciou que concorrerá à reeleição. "Aceito a candidatura presidencial pela classe trabalhadora",
afirmou o presidente venezuelano em um ato com trabalhadores transmitido pelo
canal de televisão estatal.
Analistas e
opositores dizem que o governo Maduro, que é apoiado pelo Tribunal Supremo de
Justiça e pela Assembleia Constituinte, adiantou a eleição presidencial para
aproveitar a crise de credibilidade e divisões sofridas pela MUD.
Reação
internacional
Dezenas de
países condenaram a antecipação da
eleição na Venezuela. O Grupo de Lima, que reúne 14 países da América
Latina - incluindo o Brasil -, e os Estados Unidos repudiaram a medida.
Antes mesmo da
decisão da Suprema Corte venezuelana, o governo de Donald Trump disse que não
reconhecerá o resultado da eleição.
"Nossa
posição e da comunidade internacional é muito clara: essa eleição será
ilegítima e o resultado não será reconhecido", afirmou um porta-voz do
Departamento de Estado americano (o equivalente ao Ministério de Relações
Exteriores brasileiro).
Por France Presse

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