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© Reuters /
Paulo Whitaker Geddel, seu irmão, o deputado
federal Lúcio Vieira Lima, e a mãe deles,
Marluce, foram
denunciados pela PGR sob acusação de lavagem
de dinheiro
e associação criminosa
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O ministro
Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira
(6) o bloqueio de R$ 12,8 milhões em cotas de empreendimentos imobiliários da
família do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais aliados do
presidente Michel Temer, preso na Papuda, em Brasília.
Geddel, seu
irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e a mãe deles, Marluce,
foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sob acusação de
lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A PGR pede para
que eles sejam condenados a pagar R$ 51 milhões como indenização por danos
morais, além de perder esse mesmo valor, apreendido em um "bunker" em
Salvador, e de outros bens ligados aos supostos crimes de que são acusados.
Parte do
dinheiro ilícito era inicialmente ocultada em um closet na casa da mãe de
Geddel, e foi transferido no ano passado para o apartamento que ficou conhecido
como o "bunker" de Geddel, onde a PF localizou malas com dinheiro
vivo, em reais e dólares, segundo a PGR.
De acordo com
os investigadores, "mais do que meramente ser escondido" pela família
Vieira Lima, o dinheiro sujo era ocultado para, entre outras coisas, ser
aplicado em investimentos no mercado de incorporação imobiliária de alto luxo
na capital baiana, por meio do Grupo Cosbat.
"Pelo
menos R$ 12.778.895,49 haviam sido usados por eles para adquirir cotas de
participação de empreendimentos da Cosbat, em Salvador, mediante o uso de
interpostas pessoas jurídicas ligadas a Geddel (as empresas GVL e M&A) e a
Lúcio (a empresa Vespasiano)", sustenta a denúncia.
Tais empresas
ligadas à família, segundo a investigação, foram usadas para lavar dinheiro.
A defesa dos
Vieira Lima ainda não se manifestou sobre a decisão do ministro.
NOVO INQUÉRITO
Fachin
autorizou a abertura de um novo inquérito contra os Vieira Lima -Marluce,
Lúcio, Geddel e o irmão mais velho, Afrísio.
Em depoimento à
Polícia Federal, o ex-assessor da família,Job Brandão, disse que devolvia parte
do seu salário para a família, que ficava guardado no apartamento de Marluce,
em caixas e malas alocadas no closet dela.
Segundo ele,
Marluce "tinha ciência do dinheiro guardo e também pedia que o declarante
separasse dinheiro a pedido de Geddel e Lúcio".
MEDIDAS
RESTRITIVAS
A PGR pediu
para que Lúcio e Marluce cumpram recolhimento noturno e nos dias de folga, além
de usarem tornozeleira e pagar fiança.
Fachin determinou
que eles se manifestem sobre o pedido da Procuradoria.
"Nada
obstante a relevância dos fatos trazidos ao conhecimento do juízo pela
denúncia, os quais, ao sentir do órgão acusatório, justificariam a imposição
imediata de recolhimento noturno, monitoramento eletrônico e exigência de
fiança () facultando a esses denunciados (Marluce e Lúcio), no prazo de
resposta, manifestação quanto à pretensão cautelar", escreveu o
magistrado. Com informações da Folhapress.

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