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© Foto:
Folha da Manhã/Agência O Globo
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O Tribunal
Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão do
ex-governador Anthony Garotinho e concedeu medida cautelar à mulher dele, a
ex-governadora e ex-prefeita de Campos Rosinha Garotinho, permitindo que ela
deixe a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, e fique restrita a
sua residência, com recolhimento noturno e monitoramento eletrônico.
Os pedidos
foram feitos nesta quarta-feira (29) pela Procuradoria Regional Eleitoral
(PRE) e aceitos pelos magistrados do TRE, por unanimidade. A defesa de Rosinha
impetrou habeas corpus com igual sentido e sustentou que ela
não praticou os fatos imputados ao marido.
Quanto a
Garotinho, os desembargadores eleitorais também acompanharam o pedido da
procuradoria e mantiveram a prisão preventiva. Eles discordaram da defesa de
Garotinho, que sustentou sua inocência.
Atualmente o
ex-governador está no Complexo Penitenciário de Bangu, após ter sido
transferido de Benfica, pela Secretaria de Estado de Administração
Penitenciária (Seap), por ter supostamente inventado um caso de agressão.
Garotinho está
preso por determinação da justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes, berço
político do casal, que ocupou a prefeitura do município mais de uma vez. A
Procuradoria Regional Eleitoral acusa Garotinho de ter recebido R$ 3 milhões em
caixa 2 do grupo J&F, durante a campanha eleitoral ao governo do estado em
2014.
Também sustenta
que houve coação e ameaça, inclusive com uso de armas de fogo, por meio de um
emissário, e da máquina pública, para o recebimento dos valores, de
empresários. "O paciente possui personalidade voltada para o crime",
declarou o procurador regional eleitoral, Sidney Madruga.
O advogado de
Garotinho adiantou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Agência
Brasil

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