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Edson
Albertassi, Paulo Melo e Jorge Picciani
(Foto: Reprodução / TV Globo)
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Eles
passaram a noite em uma cela de 16 metros quadrados, acompanhados de outros
três detentos. A unidade onde eles estão é destinada aos presos com curso
superior, como o ex-governador Sérgio Cabral.
Na primeira
manhã presos na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona
Norte do Rio, os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson
Albertassi, todos do PMDB, tomarão de café da manhã pão com manteiga
acompanhado de café com leite, após passarem a noite em uma cela de 16 metros
quadrados, acompanhados de outros três detentos. As informações são da
Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) do Estado do Rio de
Janeiro, que não informou quem são os presos que estão dividindo cela com eles.
No almoço, eles
comerão uma porção de legumes, arroz e feijão ou macarrão e uma porção de carne
bovina, frango ou peixe.
Jorge Picciani,
Paulo Melo e Edson Albertassi se
entregaram na tarde de terça-feira à Polícia Federal. Eles foram
para a unidade penitenciária
destinada aos detentos que possuem curso superior. Um dos
companheiros de presídio dos três é o ex-governador do RJ Sérgio Cabral, também
do PMDB. Todos estão em uma área do presídio destinada aos detidos na Operação
Lava Jato no Estado.
Felipe
Picciani, filho de Jorge Picciani preso na operação Cadeia Velha, também está detido na mesma prisão que o pai.
O presídio
amanheceu com um pequeno cartaz próximo a uma das entradas com um protesto
contra os parlamentares.
O Tribunal de
Justiça do Rio concedeu uma liminar na noite desta terça-feira (21) que
suspende a sessão da Assembleia
Legislativa do Rio (Alerj) da última sexta-feira (17) quando a
maioria dos deputados votou pela soltura de Jorge Picciani (presidente da
Casa), Edson Albertassi e Paulo Melo. A decisão do TJ foi tomada após um
mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público Estadual.
Dessa vez, a
prisão dos três deputados não deve passar pela consulta da Assembleia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
O MP questionou
o fato de a oficial de Justiça ter
sido barrada na entrada da Alerj por seguranças. Ela iria intimar a
Alerj depois que uma decisão da juíza Ana Cecilia Argueso Gomes de Almeida, da
6ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça que determinou que a
assembleia deveria o livre acesso de pessoas ao espaço reservado ao público na
sessão extraordinária de votação pela revogação ou não da prisão dos deputados,
decretada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A decisão do
TJRJ, que tinha caráter liminar, atendeu a um pedido feito pelo Ministério
Público do Rio.
"Defiro
parcialmente a liminar para suspender os efeitos das deliberações tomadas na
sessão realizada em 17/11/2017 na ALERJ até o julgamento do mérito do presente
mandado de segurança. Intimem-se as autoridades impetradas do teor desta
decisão liminar, notificando-as para que prestem as informações necessárias no
prazo de 10(dez) dias, instruídas com os documentos referentes aos registros
dos atos praticados durante a sessão legislativa impugnada", escreveu o
desembargador Heleno Ribeiro Pereira Nunes.
É o segunda
decisão judicial desfavorável contra o trio de deputados do PMDB nesta terça.
No início da tarde, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) determinou
que Albertassi, Picciani e Melo voltassem a prisão. Os desembargadores
questionaram, entre outros pontos, o
fato dos parlamentares terem sido soltos da cadeia de Benfica sem que o
tribunal fosse notificado.
Por Bom Dia Rio

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