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Missa na
Arena Condá, em Chapecó, em homenagem às vítimas
do acidente
aéreo com a Chapecoense começou pouvo depois
da
meia-noite desta quarta-feira (29) (Foto: Gabriela Machado/NSC TV)
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Cerimônia
católica ocorre em Chapecó. Setenta e um morreram e seis ficaram feridos em
queda de avião em 2016.
Começou pouco
depois da meia-noite desta quarta-feira (29) uma cerimônia católica na Arena
Condá, em Chapecó, no Oeste
catarinense, em homenagem às vítimas do acidente com o voo que levava a delegação da Chapecoense.
Torcedores e familiares dos mortos acompanham a cerimônia religiosa. Na queda
do avião, em 29 de novembro de 2016, 71 morreram e seis ficaram feridos.
Uma capela
improvisada foi montada na arquibancada da Arena Condá. As famílias das vítimas
tiveram um espaço reservado para as orações. No restante das arquibancadas do
estádio, torcedores acompanharam a cerimônia.
As famílias das
vítimas receberam velas verdes, que simbolizam a vida que nunca acaba. Elas
iluminaram a procissão até a Catedral Santo Antônio, no Centro de Chapecó.
Durante a
cerimônia católica, os presentes ouviram músicas tradicionais litúrgicas e
cantaram o famoso grito de torcida do time, "vamos, vamos, Chape".
Pouco depois de
0h20, os presentes começaram a deixar a Arena Condá e teve início a procissão.
A caminhada até a catedral foi silenciosa. Pouco depois de 0h45, o cortejo
chegou ao destino.
Na catedral, o
sobrevivente da queda do avião Rafael Henzel foi aplaudido pelo público. O
jornalista foi responsável pela oração no altar. Em um telão, foram mostradas
imagens das vítimas que morreram no acidente. Foram acesas 71 velas no altar.
À 1h15, horário
da queda do avião há um ano, os sinos da catedral tocaram. Eles foram ouvidos
em meio ao silêncio dos presentes. Alguns choravam.
Pouco depois de
1h30, a cerimônia católica terminou com o hino da Chapecoense e o grito de
torcida "vamos, vamos, Chape". Em seguida, foi iniciada uma vigília,
que será concluída com a missa de um ano do acidente, às 18h30 desta quarta.
Cerimônia
católica em homenagem às vítimas do acidente aéreo com a Chapecoense terminou
com hino do time na catedral de Chapecó na madrugada desta quarta-feira (29)
(Foto: Eduardo Florão/GloboEsporte.com)
Homenagem de
torcida organizada
Mais cedo,
torcedores da torcida organizada Barra da Chape começaram as homenagens às
vítimas do acidente. Por volta das 19h30, eles se reuniram em frente à Catedral
Santo Antônio, no Centro de Chapecó. Às 20h, eles iniciaram uma caminhada em
direção à Arena Condá, onde chegaram por volta das 21h.
Os torcedores
levaram sinalizadores e bandeiras, e as homenagens feitas por eles lembraram
uma festa de torcida. Enquanto caminhavam, a maioria com camisas do time, eles
carregavam faixas com dizeres como “eternos campeões”, “jamais esqueceremos e
por vocês sempre cantaremos” e “sempre recordaremos a campeã Chapecoense”.
Quando chegaram
à Arena Condá, os torcedores pararam os gritos e as músicas e entraram em
silêncio no estádio. A torcida Barra da Chape se posicionou na arquibancada no
mesmo lugar onde ficam para assistir aos jogos, mas em silêncio.
Por volta das
21h50, os torcedores começaram a cantar e acender sinalizadores na Arena Condá.
Nesta terça, o estádio ficou aberto o dia todo para receber quem quisesse
prestar condolências.
Homenagens
na Colômbia
Nesta terça, a
Chapecoense também foi homenageada na Colômbia. Uma missa foi realizada no monte que agora leva o nome da Chapecoense,
local onde restou a fuselagem do avião. Um altar foi levantado. Duas cruzes de
madeira dominavam a vista de dezenas de pessoas que compareceram com a camisa
do Atlético Nacional, time que jogaria contra os catarinenses na final da Copa
Sul-Americana em novembro de 2016.
Mais cedo, no
parque em La Unión, cidade onde ocorreu a queda do avião, a Chapecoense
foi homenageada com uma placa e
uma cápsula do tempo, contendo uma camisa do Atlético Nacional.
Por G1 SC

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