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© Estadão
Conteúdo João Doria: prefeito não
vê conflito de interesses
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A eventual
prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em plena corrida
eleitoral seria um “erro histórico”, uma vez que incendiaria o país, declarou
nesta quarta-feira (4), o prefeito João Doria.
“Mesmo
que Lula não seja candidato, ele vai ter um preposto e serão dois a
fazer campanha”, disse o tucano, em almoço com empresários franceses e
brasileiros na capital paulista. “Se prenderem o Lula, pior ainda, porque
ele vai se vitimizar e aí incendeia o País.”
“Seria a pior
hipótese a Justiça, embora totalmente soberana para decidir, aprisioná-lo em
meio ao processo eleitoral. Seria um erro histórico”, prosseguiu.
O tucano
defendeu também que “a Justiça faça justiça”. “Mas tenha sensibilidade também
de não emitir uma sentença durante o processo eleitoral”. “Creio que para o
País seria arriscado ter uma liderança como a do ex-presidente preso. Poderia
criar uma conturbação muito grande.”
Doria disse
ainda que o processo eleitoral já começou de fato. “A meu ver, fazer campanha e
seguir até outubro é algo que seria democraticamente aceitável. Se vier a ter
alguma sentença, que seja após as eleições.”
Bolsonaro
Ainda de acordo
com o prefeito de São Paulo, a candidatura de Jair Bolsonaro terá muita
dificuldade de se sustentar nos primeiros lugares das pesquisas de opinião à
medida em que se aproximam as eleições presidenciais do ano que vem. Para o
tucano, a tendência é que Bolsonaro “desidrate” por causa de suas ideias.
Na visão
de Doria, que postula com o governador Geraldo Alckmin a vaga de candidato
à presidência da República pelo PSDB, o lugar de destaque de Bolsonaro nas
pesquisas hoje se deve ao fato de ele ainda “estar fora da mídia”. “Não quero
fazer nenhuma observação negativa em relação a ele, mas a fragilidade de suas
ideias tende a desmotivar parte desse público que hoje vota nele”.
Durante o
almoço com os empresários, o prefeito ainda analisou o cenário para 2018 e
disse que uma eventual fragmentação de candidaturas de centro deverá favorecer
os nomes dos extremos do espectro político, de ambos os lados. No entanto, é
mais provável que a esquerda seja mais beneficiada nesse processo.
“O sentimento
lulo-petista tem mais chances de cativar parte do eleitorado, principalmente as
pessoas mais pobres nas regiões Norte e Nordeste, que tem menor quantidade e
informação, de debate e que ainda tem grau de confiabilidade surpreendentemente
elevado num personagem como esse, que tem nove indiciamento criminais”,
lembrou.
Veja São
Paulo

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