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O governador
do Rio de Janeiro, Luiz Fernando
Pezão (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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É a segunda
vez que o Governador do Rio de Janeiro depõe a favor do antecessor.
Ex-secretário de Segurança José Mariano Beltrame também é aguardado como
testemunha na Justiça Federal do Rio de Janeiro.
Pela segunda
vez, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, vai depor em defesa
do ex-governador Sérgio Cabral. Ele é esperado na manhã desta segunda-feira (2)
na 7ª Vara Criminal da Justiça Federal no Rio de Janeiro.
Pezão foi
arrolado como testemunha no inquérito que investiga fraudes na licitação para
obras de reforma do Maracanã e também para o Programa de Aceleração de
Crescimento das favelas, o PAC-Favelas. Segundo a Justiça Federal, o governador
confirmou presença.
Cabral responde a 14 inquéritos por corrupção
e já foi condenado em dois deles, a uma pena total de 59 anos e 4 meses
de prisão.
O ex-secretário
de Segurança do RJ José Mariano Beltrame também foi arrolado como testemunha de
defesa e é esperado nesta segunda-feira. Ele, no entanto, não confirmou
presença.
No primeiro
depoimento em abril, Pezão negou que soubesse de qualquer esquema durante o
governo Cabral e defendeu o ex-governador do Rio. Na ocasião, o governador
falou por pouco mais de 11 minutos em relação à Operação Calicute para o juiz
Marcelo Bretas da 7ª Vara Criminal no Centro do Rio.
"Sou
amigo do ex-governador Sérgio Cabral, fiz questão, no meu depoimento, de pedir
uma inspeção especial do Ministério da Transparência. Fui ao ministro
Torquato[CGU], quando eu comecei a ver relatórios do Tribunal de Contas do
Estado com números fantasiosos, com números totalmente mentirosos, eu pedi uma
inspeção especial. Fui ao ministro das Cidades, fui à Caixa Econômica Federal
para nós realizarmos um grande debate sobre todas as obras que estavam
levantando suspeitas. Me mostrem aonde estão os erros. Não vou julgar a vida do
governador Sérgio Cabral", disse Pezão à época.
Entenda a
denúncia
Segundo a
denúncia recebida pela Justiça Federal, há pontos de interseção entre os
esquemas criminosos detectados pelas Operações Calicute – responsável pela
checagem de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa nas
obras para a urbanização das favelas de Manguinhos (PAC Favelas), construção do
Arco Metropolitano e reforma do estádio do Maracanã para a Copa de 2014 – e
Saqueador, que apura desvio de recursos públicos em favor da Construtora Delta,
de Fernando Cavendish.
O inquérito também
menciona a existência de um grupo cartelizado que atuava para eliminar a
concorrência nas grandes obras públicas feitas pelo Governo do Estado.
Por G1 Rio

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