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(Arquivo) O
representante da Coreia do Norte
na ONU, Ja
Song Nam
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O representante
da Coreia do Norte na ONU, Ja Song Nam, acusou, nesta terça-feira (3), os
Estados Unidos de se esforçarem para impedir o desenvolvimento econômico e
denunciou as sanções impostas a países pobres como uma tentativa de
"destruir civilizações modernas".
O embaixador
disse que a Coreia do Norte vai suportar as sanções e continuar "na
estrada da construção de um poder socialista por força do espírito de
autoconfiança e autodesenvolvimento".
Ele se
pronunciou em um debate na Assembleia Geral sobre as metas de desenvolvimento
global das Nações Unidas voltadas à erradicação da pobreza extrema até 2050, ao
avanço na saúde e à promoção da educação.
"Os
Estados Unidos estão aderindo a ameaças e chantagens nucleares sem precedentes,
sanções e bloqueios econômicos para negar nossos direitos de existência e
desenvolvimento, mas o único resultado é uma vigilância mais apurada e uma
coragem maior", disse Ja.
Os Estados
Unidos lideraram a iniciativa do Conselho de Segurança da ONU de impor dois
recentes pacotes de sanções à Coreia do Norte, para punir Pyongyang por seus
testes nucleares e balísticos.
Em agosto, o
Conselho eliminou as exportações norte-coreanas de carvão e outros minérios e,
no mês passado, expandiu a proibição de exportações para produtos têxteis, mão
de obra norte-coreana convidada e petróleo.
Washington
também implementou sanções unilaterais a empresas que fazem negócios com a
Coreia do Norte.
Para atingir as
metas de desenvolvimento da ONU, "deveríamos eliminar imediatamente as
medidas arbitrárias dos Estados Unidos, inclusive as sanções impostas sobre
países em desenvolvimento", afirmou Ja.
Essas medidas
estariam "tentando destruir a civilização moderna e mergulhar o mundo na
escuridão medieval", segundo ele.
De acordo com
dados da ONU, cerca de 70% da população norte-coreana sofre com a falta de
serviços básicos e escassez de alimentos - parcialmente provocada por secas,
enchentes e deslizamentos de terra que destruíram a produção agrícola.
AFP

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