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© REUTERS/Adriano
Machado Presidente da Câmara
dos
Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
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ENVIADO ESPECIAL / RIO
- “César Maia fica aí com muita humildade”, iniciou o filho, Rodrigo,
presidente da Câmara e estrela do encontro partidário do DEM do Rio na
sexta-feira, ao sugerir o nome do pai para governador. “Mas quando explodiu a
crise do presidente Michel Temer, quem controlou a vontade de alguns do
Democratas de sair do governo e, consequentemente, ajudou a decisão do PSDB de
não sair do governo foi o César Maia”, completou, para uma plateia de deputados
e vereadores do partido.
No canto da ampla sala da sede
DEM, bem mais cheia que nos anos anteriores por causa do poder de atração que o
partido passou a exercer após a eleição de um dos seus filiados à chefia do
Poder Legislativo, o vereador de 72 anos, ex-prefeito do Rio e “padrinho” de
dezenas de políticos do Estado, não mexia um músculo.
“A quilômetros de Brasília, César
Maia participou ativamente desse momento, aconselhando, construindo cenários
futuros e a importância de a gente entender também que cada coisa tem seu tempo
para acontecer”, prosseguiu o filho.
Em seu discurso, Rodrigo indicou o
tipo de conselho que recebeu em julho passado, logo após a revelação da
informação de que o empresário Joesley Batista havia gravado Temer. “Cada um
precisa ter, primeiro, a sua posição pessoal, de caráter e lealdade, clara e,
mais do que isso, responsabilidade com o Brasil”, disse.
“Qualquer movimento nosso que
fosse para assumir a Presidência do Brasil, inviabilizando qualquer votação da
reforma, estaria atendendo à nossa vontade pessoal e partidária e levando o
Brasil para uma situação muito ruim”.

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