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©
REUTERS/Kevin Lamarque Presidente dos EUA,
Donald
Trump, durante entrevista coletiva na Casa Branca
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O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, alertou nesta terça-feira que todas as opções estão na mesa para
os EUA responderem ao lançamento de um míssil balístico da Coreia do Norte ao
mar sobre a ilha japonesa de Hokkaido em uma nova exibição de força.
O teste de míssil aumentou ainda
mais as tensões no leste da Ásia, à medida que forças norte-americanas e
sul-coreanas realizavam exercícios militares na península coreana, irritando
Pyongyang, que enxerga jogos de guerra como uma preparação para invasão.
A Coreia do Norte realizou dezenas
de testes de mísseis balísticos sob comando de seu líder, Kim Jong Un, em
desafio às sanções da Organização das Nações Unidas, mas disparo de projéteis
sobre solo japonês é raro.
Trump, que prometeu não deixar a
Coreia do Norte desenvolver mísseis nucleares capazes de atingir solo
norte-americano, disse que o mundo recebeu em “alto e bom som” a mensagem mais
recente da Coreia do Norte.
“Ações ameaçadoras e
desestabilizadoras só aumentam o isolamento do regime norte-coreano na região e
entre todas as nações do mundo. Todas as opções estão na mesa”, disse Trump em
comunicado.
Trump e o primeiro-ministro do
Japão, Shinzo Abe, conversaram e concordaram que a Coreia do Norte “apresenta
uma grave e crescente ameaça direta” aos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul,
informou a Casa Branca.
Investidores optaram por ativos
seguros após o disparo do míssil.
O dólar caiu para seu mínimo em
mais de 2 anos e meio contra uma série de grandes moedas, mas depois se
recuperou, enquanto títulos de referência de 10 anos do Tesouro dos EUA caíram
e o preço do ouro atingiu um ápice de mais de nove meses. Ações
norte-americanas se recuperaram de uma abertura acentuadamente menor.
ALCANCE INTERMEDIÁRIO
Avaliações iniciais indicam que o
míssil norte-coreano era um míssil balístico de alcance intermediário, informou
o Pentágono em comunicado. Duas autoridades norte-americanas disseram aparentar
ter sido um KN-17, ou Hwasong-12.
O líder norte-coreano Kim comandou
o lançamento de seu míssil de alcance intermediário Hwasong-12 na
segunda-feira, terça-feira no horário local, em um treino para conter os
exercícios conjuntos de forças sul-coreanas e norte-americanas, relatou nesta
terça-feira a agência de notícias oficial da Coreia do Norte, KCNA.
“O atual exercício de lançamento
de foguete balístico como uma guerra real é o primeiro passo da operação
militar do Exército Popular da Coreia no Pacífico e um prelúdio significativo
para conter Guam”, disse Kim, segundo a KCNA.
O porta-voz do Pentágono, o
coronel Robert Manning, disse que diplomacia ainda é a opção de preferência de
Washington para Pyongyang.
A Coreia do Norte expressou desafio.
“Os EUA deveriam saber que não
podem intimidar a RDPC com quaisquer sanções econômicas e ameaças militares e
chantagens ou fazer a RDPC recuar do caminho escolhido por si mesma”, disse a
autoridade da Coreia do Norte Rodong Sinmun, usando as iniciais do nome oficial
do país, República Democrática Popular da Coreia.
A Coreia do Norte promete não
abandonar seu programa de armas, dizendo ser necessário para conter hostilidade
dos EUA e seus aliados.
Os EUA disseram antes que todas as
opções, incluindo militares, estão na mesa, embora tenha preferência por uma
solução diplomática.

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