Exercícios serão realizados nos
dias 26 e 27 de agosto. Trump disse que EUA consideram opção militar na
Venezuela.
O presidente da Venezuela, Nicolás
Maduro, ordenou nesta segunda-feira (14) a realização de exercícios da Força
Armada em todo o país em 26 e 27 de agosto, após a advertência do chefe de
Estado americano, Donald Trump, de que pode usar a opção militar no país
petroleiro.
"Dei a ordem ao Estado Maior Superior
da Força Armada para iniciar os preparativos para um exercício nacional, cívico
militar de defesa integral armada da pátria venezuelana", anunciou Maduro
diante de uma multidão de simpatizantes.
"Vamos continuar na rua
protestando contra qualquer forma de ingerência do imperialismo, seja
diretamente ou com seus aliados na América Latina. Exigimos respeito",
havia dito mais cedo o poderoso dirigente chavista Diosdado Cabello na
manifestação.
O presidente venezuelano criticou
os comentários de Trump, de que os
EUA consideram uma opção militar para a Venezuela, mas disse que mantém
seu pedido para conversar com o americano. Maduro falou após uma marcha de
militares realizada contra a advertência de Trump.
"Quero falar por telefone com
Trump. Para explicar a ele: 'senhor Trump, estão te enganando. Tudo o que dizem
sobre a Venezuela para você é mentira'", afirmou.
Os Estados Unidos impuseram
recentemente sanções financeiras e jurídicas contra Maduro e 20 de seus
funcionários e ex-colaboradores, acusando-os de ruptura da ordem democrática,
de corrupção e de violação de direitos humanos.
Marcha de militares
Milhares de venezuelanos,
inclusive militares, marcham nesta segunda em Caracas para repudiar a
advertência Trump. Com uma música ressoando pelo alto-falante "Yankee go
home!", seguidores do governo, vestidos de vermelho, foram até o palácio
presidencial de Miraflores, à espera de Maduro.
Funcionários do governo lideraram
as manifestações em diferentes cidades do país. A Força Armada, principal base
de sustentação do regime, reiterou sua lealdade a Maduro e se disse pronta para
enfrentar uma agressão militar.
Rodeado de tanques de guerra e
centenas de soldados armados no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas, o
ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, classificou de
"delirantes" e "loucas" as ameaças de Trump.
"Aparentemente se esgotaram
todas as vias, todos os métodos do golpe suave (...) e o império
norte-americano deixou cair a máscara para ir pela via direta da agressão
militar", disse Padrino López.
Por G1

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