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Estátua
derrubada ficava à ao antigo Tribunal de Justiça
de Durham, Carolina do Norte (Foto: Kate
Medley / Reuters)
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Até abril, ao menos 60 símbolos
dos confederados haviam sido removidos ou rebatizados no país desde 2015,
segundo Southern Poverty Law Center.
Sem se intimidar pela violência provocada pelo plano de retirada da estátua de
um líder confederado em Charlottesville, na Virgínia, líderes municipais
de cidades dos Estados Unidos disseram que intensificarão os esforços para
remover tais monumentos de espaços públicos.
Os prefeitos de Baltimore e
Lexington, no Kentucky, disseram que levarão adiante os planos de retirada de
estátuas envolvidas em um debate nacional recém-retomado que questiona se
monumentos aos confederados pró-escravidão da Guerra Civil dos EUA são símbolos
de uma herança ou de ódio.
Autoridades de Memphis, no
Tennessee, e Jacksonville, na Flórida, anunciaram na segunda-feira (14) novas iniciativas
de remoção de monumentos aos confederados. O governador do Tennessee, Bill
Haslam, que é republicano, exortou os parlamentares a livrarem o Capitólio do
Estado de um busto de Nathan Bedford Forrest, general confederado e um dos
primeiros membros da Ku Klux Klan.
"Este é um momento para
assumir posições e se pronunciar", disse o prefeito de Lexington, Jim
Gray, em uma entrevista na segunda. Ele adiantou o anúncio dos esforços da
cidade depois dos episódios de violência em Charlottesville.
Os confrontos entre supremacistas
brancos e manifestantes opostos, que deixaram três mortos em Charlottesville no
sábado, incluindo dois policiais cujo helicóptero caiu, parecem ter acelerado o
ímpeto de remoção de tais homenagens, bandeiras e outros lembretes da causa dos
confederados.
Alguns opositores pareceram tomar
o assunto nas próprias mãos. Uma
multidão de manifestantes invadiu o local de um monumento confederado diante de
um tribunal de Durham, na Carolina do Norte, na segunda-feira, e
derrubou a estátua de bronze de sua base.
Imagens do noticiário de televisão
local mostraram vários manifestantes se revezando nos golpes e chutes na
estátua caída enquanto dezenas mais vibravam e gritavam.
Em Baltimore, um monumento de um
soldado confederado moribundo nos braços de uma figura angelical foi encontrado
manchado de tinta vermelha, aparentemente um ato de vandalismo cometido durante
o fim de semana, segundo o jornal Baltimore Sun.
A iniciativa de grupos de direitos
civis e outros de remover monumentos aos confederados ganhou força depois que
um supremacista branco confesso assassinou nove afro-norte-americanos em uma
igreja de Charleston, na Carolina do Sul, em 2015. O massacre acabou induzindo
a retirada de uma bandeira confederada do edifício da Assembleia Legislativa da
cidade.
Até abril, ao menos 60 símbolos
dos confederados haviam sido removidos ou rebatizados no país desde 2015, segundo
o levantamento mais recente do Southern Poverty Law Center.
Por Reuters

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