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Rayanni
Christini da Costa (Foto: Reprodução)
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Laudo foi entregue na tarde desta
terça-feira aos familiares da vítima. Informação foi dada pela delegada Elen
Souto, da Delegacia de Descoberta de Paradeiros.
A delegada Elen Souto, da
Delegacia de Descoberta de Paradeiros, confirmou nesta terça-feira (3) que o
DNA dos restos mortais encontrados em Magé, na Baixada Fluminense, são de
Rayanne Christini da Costa, que foi morta junto com o bebê que esperava.
Rayanni tinha 22 anos e estava
grávida de sete meses. Ela foi sequestrada e morta para ter o bebê roubado por
outra mulher.
Os restos mortais foram
encontrados há duas semanas na casa dos suspeitos do crime, Thainá Silva Pinto,
de 21 anos, e o marido, Fábio Luiz Souza Lima, 27 anos. O lado foi entregue aos
familiares de rayanne na tarde desta terça. segundo a polícia civil, a arcada
dentária da jovem ajudou na identificação.
Segundo a polícia civil, a arcada
dentária da vítima ajudou na identificação.
Os suspeitos, Thainá da Silva
Pinto, de 21 anos, e o marido, Fábio Luiz Souza Lima, de 27, foram indiciados
por duplo homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáveres. Os dois
estão presos.
Entenda o caso
Rayanne desapareceu em Bangu, na
Zona Oeste, depois de sair para encontrar uma mulher que prometia doar roupas
para o bebê que espera. A gestante saiu de casa com destino à Central do Brasil
e não foi mais vista.
Para os investigadores, Rayanni
tinha características que se encaixavam no perfil procurado pelos criminosos.
Aos 22 anos, era mãe solteira, emocionalmente frágil e distante da família.
Thainá sonhava em ser mãe, mas a
descoberta de um ovário policístico atrapalhou os planos. Diante disso, decidiu
que iria tomar o bebê de outra mulher, de acordo com a investigação. Passou a
se inscrever em grupos de WhatsApp dedicados à doação de artigos para bebês.
Em mais uma ocasião, marcou
encontros com grávidas de baixa renda, sempre com a alegação de que doaria
fraldas, mamadeiras e outros artigos utilizados por crianças pequenas. No
entanto, em todas essas ocasiões, a vitima sempre estava acompanhada, o que
impedia a ação. Foi quando surgiu Rayanni.
Apavorada por estar em sua segunda
gravidez solteira, ela ficou encantada com as ofertas por Thainá. Marcaram um encontro
para a manhã do dia 13, na Central do Brasil. Eram 9h23 quando ambas se
encontraram. Dali, contando com o auxilio de um grupo de pelo menos três
amigos, Thainá levou Rayanni até sua casa, em Magé.
Lá, segundo a polícia, tentou
induzir o parto da vítima. Nesse momento, ela percebeu que, ao contrario do que
Rayanni havia afirmado, o bebê tinha sete meses, e não oito e meio.
"Trata-se de uma pessoa muito
fria. Diria que até debochada. Não demonstrou qualquer tipo de arrependimento.
Parece haver um nível de psicopatia ali, uma vez que ela já enganou a própria
família, afirmando em ocasiões anteriores que estava grávida. Há fotos da
Thainá em redes sociais nas quais ela aparece com a barriga inchada. Ainda não
sabemos se ela tomou alguma medicação para ficar daquela maneira ou se foi um
caso de gravidez psicológica, o que é possível, uma vez que a mãe dela já
apresentou quadro semelhante no passado", explicou a delegada.
O envolvimento de Thainá com o
crime não é recente. Pelo menos desde o ano passado, ela é a responsável pela
manutenção de uma conta bancária utilizada por bandidos para guardar dinheiro
obtido por meio de atividades ilegais.
A polícia também pediu a prisão de
pelo menos mais três pessoas que participaram do sequestro de Rayanni. Elas
teriam sido responsáveis pelo transporte da vitima da Central até Magé. Seus
nomes, no entanto, ainda não foram divulgados.
Por G1 Rio

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