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Campanha do
Governo defende que "gente boa também mata"
(Divulgação)
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Peça publicitária do Ministério
dos Transportes mostra pessoas voluntárias e solidárias causando mortes no
trânsito ao utilizar celulares enquanto dirigem
Após receber um grande número de
críticas nas redes sociais e em suas páginas oficiais, o governo federal
defendeu nesta terça-feira a sua polêmica campanha
publicitária de educação no trânsito denominada “Gente boa também mata”.
Lançada no final de 2016, a
campanha, criada pela agência Nova/sb, defende que mesmo pessoas boas, que
contribuem para a comunidade e que se destacam com ações solidárias podem
causar acidentes fatais no trânsito.
Entre os textos divulgados em
vídeos e cartazes, está um que diz que “quem planta árvores pela cidade, quem
faz trabalhos voluntários, quem espalha amor pelas ruas também pode matar”,
acompanhado por imagens de pessoas fazendo boas ações seguidas pela de um
atropelamento de um ciclista por uma dessas “boas pessoas”, que respondia a uma
mensagem no celular.
Na sequência, a peça alerta que
“responder a uma mensagem ao volante pode pôr tudo a perder” e que “gente boa
também mata”. E finaliza: “Se for dirigir, esqueça o celular”.
Críticas
“A propaganda de vocês foi muito
malfeita, desta forma trará mais atos negativos do que positivos. A empresa que
a realizou e aquele que aprovou sua veiculação foram muito infelizes”, escreveu
Priscilla Ghirardini Bonazzi na página do Ministério dos Transportes no
Facebook.
“Muito infeliz este vídeo”,
concordou Alexandre Santos, outro dos vários usuários que deixaram críticas à
campanha publicitária na página do ministério.
Houve também quem a defendesse. “Tem
que haver campanha sim! E forte. Um cara bateu no meu carro porque estava
conversando ao celular (várias pessoas viram), vi uma pessoa ser atropelada (o
cara digitando…). Eu só queria saber como viviam essas pessoas antes da era
celular?”, disse Almira Maria Cohen.
Em nota, a Secretaria Especial de
Comunicação da Presidência da República diz que a campanha faz parte de uma
ação mais ampla contra as cinco condutas mais perigosas nas estradas:
uso de aparelho celular, embriaguez, excesso de velocidade, ultrapassagens irregulares
e não utilização de dispositivos de segurança.
“A campanha é dividida em
linhas de comunicação por etapas. Na primeira, o objetivo é chocar e chamar
atenção para as práticas que geram acidentes involuntários por pessoas que não
têm perfil de risco”, afirma.
“Sobre a polêmica gerada pela
campanha (…), o objetivo do governo é chamar a atenção para atitudes que até
mesmo pessoas comuns podem ter ao volante, sem avaliar as consequências”, diz o
governo em outro trecho.
Segundo a secretaria,
“o alerta que se faz é que não apenas o motorista estereotipado como
‘inconsequente’ provoca acidente”.
“Mesmo que involuntariamente,
qualquer cidadão pode causar acidentes graves e até mortes no trânsito com
pequenas atitudes, como mandar um Whatsapp enquanto conduz, desviar a atenção
das ruas ao trocar a música no rádio ou fazer uma ultrapassagem em locais de
risco, sem visibilidade ou em trecho com faixa continua”.

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