Retrospectiva 2016 - Novembro: Má gestão de Rio das Ostras pode intensificar reflexos da crise econômica no município | Rio das Ostras Jornal

Retrospectiva 2016 - Novembro: Má gestão de Rio das Ostras pode intensificar reflexos da crise econômica no município

Fotos: Angel Morote / Rio das Ostras Jornal
O Estado do Rio de Janeiro vive seu pior mo­mento. Depois de decretar calamidade pública, o governador Luiz Fernando Pezão anunciou na semana passada uma sé­rie de medidas para equili­brar as contas públicas que prevê cortar especialmente na carne do funcionalismo público, já que estes terão seus ganhos reduzidos. Re­alidades semelhantes vivem os municípios da Baixada Litorânea.
Em Cabo Frio, por exem­plo, muitos servidores já so­mam três meses de salários atrasados. Macaé anunciou uma série de cortes públicos e redução do funcionalismo para garantir a saúde financeira da cidade. Já em Rio das Ostras, apesar da arre­cadação de mais de R$ 2,6 bilhões durante os últimos 4 anos, a administração muni­cipal pouco investiu, inchou a folha de pagamento com cargos comissionados e con­tratados, mas há três anos o salário dos servidores concursados não sofre reajuste.
O fato é que, com grave crise financeira na capital e a possível falta de recur­sos do Estado para inves­timentos nos municípios, atreladas a uma gestão des­comprometida com a eco­nomicidade da folha de pa­gamento e a má gestão dos recursos, a situação pode se agravar ainda mais em Rio das Ostras. Segundo fontes da própria prefeitura, é pos­sível que ainda haja atrasos na folha de pagamento e parcelamento do 13º salário, conforme já tem acontecido em outras cidades da região.
De acordo com dados do último Índice Firjan de Gestão Fiscal, Rio das Os­tras apresentou um grande retrocesso no último ano, principalmente por conta do comprometimento dos recursos com folha de pa­gamento e pela falta de in­vestimentos na cidade. O município, que 2006 a 2012 recebeu conceito A (gestão de excelência), nessa últi­ma avaliação teve um dos piores conceitos (C), que re­presenta uma gestão em di­ficuldades, em “Gastos com Pessoal”. Ou seja, é o di­nheiro da população sendo gasto com cargos comissio­nados e super salários numa folha de pagamento que, de acordo com informações da própria Prefeitura, represen­ta mais de 90% dos recursos do município no primeiro quadrimestre deste ano, se somadas às despesas corren­tes, como pagamento de luz, água etc.

Graves erros de gestão que se acumulam mês a mês e que já viraram uma grande bola de neve que ainda tra­rá prejuízos ainda maiores, não apenas à população de Rio das Ostras, mas também aos servidores que já vem sendo muito penalizados ao longo desse processo.
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