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| Fotos: Angel Morote / Rio das Ostras Jornal |
O Estado do Rio
de Janeiro vive seu pior momento. Depois de decretar calamidade pública, o
governador Luiz Fernando Pezão anunciou na semana passada uma série de medidas
para equilibrar as contas públicas que prevê cortar especialmente na carne do
funcionalismo público, já que estes terão seus ganhos reduzidos. Realidades
semelhantes vivem os municípios da Baixada Litorânea.
O fato é que,
com grave crise financeira na capital e a possível falta de recursos do Estado
para investimentos nos municípios, atreladas a uma gestão descomprometida com
a economicidade da folha de pagamento e a má gestão dos recursos, a situação
pode se agravar ainda mais em Rio das Ostras. Segundo fontes da própria
prefeitura, é possível que ainda haja atrasos na folha de pagamento e
parcelamento do 13º salário, conforme já tem acontecido em outras cidades da
região.
De acordo com
dados do último Índice Firjan de Gestão Fiscal, Rio das Ostras apresentou um
grande retrocesso no último ano, principalmente por conta do comprometimento
dos recursos com folha de pagamento e pela falta de investimentos na cidade.
O município, que 2006 a 2012 recebeu conceito A (gestão de excelência), nessa
última avaliação teve um dos piores conceitos (C), que representa uma gestão
em dificuldades, em “Gastos com Pessoal”. Ou seja, é o dinheiro da população
sendo gasto com cargos comissionados e super salários numa folha de pagamento
que, de acordo com informações da própria Prefeitura, representa mais de 90%
dos recursos do município no primeiro quadrimestre deste ano, se somadas às
despesas correntes, como pagamento de luz, água etc.
Graves erros de
gestão que se acumulam mês a mês e que já viraram uma grande bola de neve que
ainda trará prejuízos ainda maiores, não apenas à população de Rio das Ostras,
mas também aos servidores que já vem sendo muito penalizados ao longo desse
processo.

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