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Colonos
israelenses no assentamento de Itamar, leste
de Nablus,
na Cisjordânia (Reuters)
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Conselho de Segurança votou pelo
fim de assentamentos israelenses em territórios palestinos na sexta-feira
Israel convocou neste
domingo os representantes dos países que apoiaram na ONU uma
resolução que pede o fim de assentamentos israelenses em territórios
palestinos. O porta-voz do ministério israelense das Relações Exteriores,
Emmanuel Nahshon, declarou que os representantes dos catorze membros do
Conselho de Segurança que votaram a favor da medida, na sexta-feira, eram
esperados neste domingo na sede da chancelaria em Jerusalém.
O representante dos Estados Unidos
não foi convocado. Pela primeira vez desde 1979, os Estados Unidos não vetaram
uma resolução no Conselho de Segurança a respeito dos assentamentos
israelenses. A abstenção, combinada com o voto favorável dos catorze outros
membros, permitiu a adoção do texto.
O primeiro-ministro israelense,
Benjamin Netanyahu, reagiu fortemente à aprovação da resolução. “A decisão que
foi tomada é tendenciosa e vergonhosa, mas superaremos. Isso precisará de
tempo, mas essa decisão será anulada”, declarou Netanyahu em uma cerimônia
retransmitida na televisão israelense.
Netanyahu, que mantém relações
notoriamente tensas com Barack Obama, também atacou seu governo. Essa resolução
é “um golpe anti-israelense vergonhoso” do qual há que colocar a culpa “no
governo Obama”, explicou, em referência ao presidente americano.
A resolução exige que Israel cesse
imediatamente e completamente os assentamentos nos territórios palestinos
ocupados, incluído Jerusalém Oriental. A ONU, que afirma que as colônias são
ilegais com base no direito internacional, alertou nos últimos meses sobre a
proliferação das edificações. Cerca de 430.000 israelenses vivem atualmente na
Cisjordânia, e outros 200.000 em Jerusalém Oriental, que para os palestinos
deve ser a capital de seu futuro país.
Apesar de não prever sanções
contra Israel, autoridades israelenses temem que a resolução facilite os
processos na justiça internacional e encoraje as sanções contra os produtos de
suas colônias. Um porta-voz do presidente palestino, Mahmud Abbas, chamou a
resolução de “um golpe” para Israel. “Esta é uma condenação internacional
unânime da colonização e um forte apoio a uma solução de dois Estados”, disse
Nabil Abu Rudeina à Agência France-Presse.
Neste contexto, a rádio militar
relatou neste domingo que o ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman,
havia ordenado o fim de toda a cooperação com os palestinos em assuntos civis,
mas mantendo a cooperação na área de segurança. Nenhum comentário oficial a
esse respeito foi emitido.
(Com agência France-Presse)

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