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Presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrenta uma das
piores
crises na história do país Reuters
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Nicolás Maduro chegou a
chamar o magnata do setor imobiliário de "bandido e ladrão"
O presidente da Venezuela, Nicolás
Maduro, disse no domingo (20) que espera um melhor relacionamento com os
Estados Unidos depois da vitória presidencial de Donald Trump, apesar de
ter chamado o magnata do setor imobiliário de "bandido e ladrão" no
ano passado.
Desde que chegou ao poder, em
2013, Maduro vem atacando Washington, a quem culpa por estar por trás de uma
"guerra econômica" que mergulhou o país-membro da Organização dos
Países Exportadores de Petróleo (Opep) em uma crise que está causando uma
inflação de três dígitos e uma grande escassez de produtos.
Em julho, Trump disse que os EUA
iriam "acabar virando a Venezuela" se sua rival Hillary Clinton
conquistasse a Casa Branca.
"Espero que, durante a
próxima presidência dos Estados Unidos, com Donald Trump, a Venezuela
tenha relações melhores... e supere... erros graves cometidos por George W.
Bush que infelizmente foram aprofundados por (Barack) Obama", disse Maduro
em uma transmissão televisiva.
Hugo Chávez, antecessor de Maduro,
chamou o então presidente George W. Bush de "diabo" na ONU
(Organização das Nações Unidas) uma década atrás, quando as relações estavam em
seu pior momento.
Os dois países vêm tendo um
relacionamento conturbado desde que Chávez se tornou presidente, em 1999, e a
Venezuela substituiu Cuba como principal causa de exasperação para os EUA na
região.
Maduro se encontrou com o secretário
de Estado norte-americano, John Kerry, na Colômbia em setembro. Kerry conversou
com Maduro sobre os "desafios econômicos e políticos" da Venezuela e
o exortou a trabalhar com a oposição do país, de acordo com o governo dos EUA.

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