Estádio da Chapecoense foi palco
de vigília e homenagens aos jogadores que levaram o time à final da
Sul-Americana e morreram na tragédia na Colômbia
Milhares de torcedores da
Chapecoense encheram parte das arquibancadas da Arena Condá, nesta terça-feira,
para prestar suas homenagens ao grupo de jogadores vítima da tragédia com o
avião da equipe na Colômbia. A aeronave caiu em uma região montanhosa perto de
Medellín na madrugada de terça, matando 71 pessoas, incluindo 19 jogadores e o
técnico Caio Júnior.
No palco onde Bruno Rangel,
Danilo, Cléber Santana e tantos outros brilharam para levar o time à inédita
final da Copa Sul-Americana, lágrimas se misturaram a cantos de incentivo. “É
campeão!”, gritaram os torcedores, erguendo as luzes dos seus celulares em um
dos momentos mais bonitos do tributo aos heróis de Chapecó.
A vigília na Arena Condá começou
cedo. Desde que as primeiras informações sobre o acidente chegaram, centenas de
torcedores vestidos de verde e branco se reuniram no estádio para rezar e
aguardar notícias. Um lugar de homenagens improvisado do lado de fora do
estádio estava repleto de camisas, flores e velas. Um cartaz resumia, nas
letras de uma criança, a meteórica ascensão da equipe, que passou da Série D
para a elite do futebol brasileiro em seis anos. “Não cansou de subir e agora
está no céu”, dizia.
Velório
Segundo Ivan Tozzo,
vice-presidente da Chapecoense – o presidente da equipe, Sandro Pallaoro,
morreu na tragédia –, o clube planeja um velório coletivo no estádio. “Nossa
ideia é fazer um velório coletivo aqui no nosso querido estádio… porque todas
as pessoas querem dar apoio, dar um abraço”, disse Tozzo. As escolas de
Chapecó, cidade catarinense com cerca de 210 mil habitantes, tiveram as aulas
suspensas por dois dias, e o prefeito Luciano Buligon cancelou as festas de
Natal como parte de 30 dias de luto.
Veja.com

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