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No litoral
de Nankoku, está uma das 90 torres de evacuação
(Foto: Reprodução YouTube/city.nankoku.lg.jp)
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No litoral de Nankoku, está uma
das 90 torres de evacuação. Construção de 20 metros está projetada para abrigar
362 pessoas.
O Japão espera ser atingido nas próximas décadas por um grande
tsunami de mais de 30 metros de altura no sul do país. Agora, com a memória
ainda muito recente do desastre de Fukushima, o país corre contra o tempo para
erguer torres e rotas de evacuação, muros de contenção e abrigos.
A menos de um quilômetro do litoral
de Nankoku, na Prefeitura de Kochi (sudeste), está uma das 90 torres de
evacuação já concluídas na região.
Cercada por uma cápsula flutuante
para resistir a tsunamis, a construção de aproximadamente 20 metros está
projetada para abrigar 362 pessoas em seus dois andares, número que inclui os
moradores e as crianças que frequentam as escolas da área.
"Um local de evacuação é
muito necessário nesta área, porque não há montanhas, lugares elevados ou
edifícios nos quais os moradores possam se proteger", explicou Manabu
Nomura, responsável pela Defesa Civil da província de Nankoku.
"Não olhe para trás, apenas
adiante!", diz um dos cartazes desenhados pelas crianças de Nankoku, que
enfeitam as paredes cinzas de concreto da estrutura que custou mais de 500 mil
euros (R$ 1,77 milhão).
Um sino, para alertar a população
sobre o risco que se aproxima, fica no topo da edificação. Ao lado, um armazém
com cobertores, fraldas, leite em pó para bebês, água e comida.
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Tsunami de
2011 deixou mais de 18 mil mortos no país
(Foto:
Mainichi Shimbun/Reuters)
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Debaixo da torre, há alicerces de
14,5 metros -o equivalente a um edifício de 5 andares - para suportar a
estrutura. No entanto, em algumas delas, estes chegam a alcançar 39 metros de
profundidade, já que o objetivo é manter a estrutura estável frente ao poder
destrutivo da ondulação gigantesca.
Após o terremoto de magnitude 9
que sacudiu a costa nordeste do Japão em 2011 e que gerou um tsunami com ondas
de mais de 15 metros, o governo japonês revisou suas estimativas e anunciou os
danos previstos que geraria um terremoto na fossa de Nankai, no leste, um dos
pontos com maior atividade sísmica no mundo.
Segundo este estudo, há 70% de
possibilidades de um terremoto de magnitudes entre 8 e 9 na escala Richter se
originar na fossa de Nankai nos próximos 30 anos.
O número de mortos chegaria a 323
mil, mais de 2 milhões de imóveis ficariam completamente destruídos e as perdas
econômicas representariam mais do que o dobro do orçamento nacional anual.
A província de Kochi (720 mil
habitantes), uma das áreas que seriam as mais afetadas segundo as previsões, se
transformou em uma referência nesta luta contra a natureza, e iniciou medidas
para as quais destina atualmente 10% de seu orçamento anual.
"O que faz a diferença é se
você está ou não preparado para o desastre", afirmou Masanao Ozaki,
governador de Kochi.
O governo regional investe
anualmente mais de 44 trilhões de ienes (377 milhões de euros) em medidas de
preparação e conscientização de terremotos e tsunamis, o dobro do que gastava
antes do grande terremoto de 2011.
Mais de 30 municípios da província
trabalham na construção de torres de evacuação, para as áreas mais expostas do
litoral, e rotas de evacuação, nas áreas mais próximas das montanhas, à espera
de ondas que poderiam chegar a 34 metros.
Uma das maiores preocupações das
autoridades é a falta de conscientização dos moradores diante do perigo que
representa um desastre dessas características.
No caso do terremoto e tsunami de
2011, que causaram cerca de 20 mil mortes e deixaram 470 mil pessoas deslocadas
no nordeste do Japão, muitas das vítimas não abandonaram seus lugares porque
não acreditavam que estavam em perigo, explicou Nomura.
Já que a conscientização é
fundamental, o município de Kuroshio acolherá no final deste mês um encontro
com mais de 350 estudantes de 30 países, para informar às futuras gerações sobre
como minimizar o impacto dos danos causados por tsunamis.
O arquipélago do Japão fica sobre
o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões sísmicas mais ativas do
mundo, e sofre terremotos com relativa frequência.
Da Agência Efe


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