Muitos autores evocam o nome do
presidente eleito durante ataques, segundo ONG. Vários incidentes fora contra
imigrantes e negros.
Nos dez dias que se seguiram à
eleição do republicano Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, foram
registrados cerca de 900 incidentes racistas ou xenófobos em todo o país,
segundo um relatório divulgado nesta terça-feira (29).
"Não tenho nenhuma dúvida de
que (os dados) são inferiores à realidade", comentou Richard Cohen,
presidente da associação de monitoramento Southern Poverty Law Center.
"Em muitas ocasiões, aqueles
que nos informam sobre atos de ódio indicam que nunca tinham visto algo assim antes",
afirmou.
A ONG registrou 867 casos de
incitação ou intimidação nos dez dias que se seguiram à vitória de Trump, em 8
de novembro, em parte pela sedução produzida por seu discurso anti-imigração,
anti-muçulmano e sexista. Os episódios se repetem.
"Muitos autores (destes atos)
evocaram o nome de Trump durante os ataques, o que indica claramente que a onda
de ódio se relaciona com o êxito eleitoral do republicano", assegura o
informe.
Na maioria dos casos, tratam-se de
pichações e agressões verbais, embora também tenham sido registradas agressões
físicas violentas. Vários incidentes foram contra imigrantes e negros.
Os casos ocorreram em quase todos
os estados do país, com a Califórnia na frente (99 casos), em escolas, muros de
uma igreja, portas de sinagogas, ruas e sobre veículos.
Por France Presse

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