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O presidente
Michel Temer durante reunião com o colega argentino,
Mauricio Macri, em Buenos Aires – (Enrique
Marcarian/Reuters)
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Presidente
também citou eleição de João Doria para reforçar o argumento de que o eleitor
está cansado dos 'costumes inadequados' da política nacional
O presidente
Michel Temer afirmou nesta segunda-feira que o alto índice de eleitores que se
abstiveram de votar no domingo é um recado da população para a classe política.
“Há uma decepção, sem dúvida alguma”, disse Temer na Argentina, onde se reuniu
com o presidente argentino Mauricio Macri para discutir o fortalecimento do
Mercosul, a crise política e econômica na Venezuela e a rejeição do povo colombiano
ao acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Segundo ele,
o recado dos eleitores precisa ser assimilado para que políticos e partidos
reformulem “eventuais costumes inadequados” da política brasileira. Temer, no
entanto, ressaltou que, apesar da constatação, as eleições municipais
representam um exercício democrático. “Acho que foi um recado dado pelas urnas
em dois vetores. O primeiro é: cuidem-se aqueles que estão na classe política.
Por outro lado, temos de festejar a democracia que se produziu ao longo do
tempo e que foi exercitada nas eleições de ontem”, completou.
De acordo
com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção nas eleições
municipais chegou a 17,5% do eleitorado, acima dos 16,41% registrados na
votação municipal de 2012. Na cidade de São Paulo, o total de pessoas que não
compareceram às urnas no primeiro turno da eleição municipal foi de quase 22%.
O Rio liderou no quesito, com 24,28%.
Temer citou
a eleição de João Doria (PSDB), em São Paulo, como um exemplo desse desencanto
com a política, lembrando que o tucano citava a todo momento não ser um
político, mas um gestor. “Isso seguramente deve tê-lo auxiliado”, disse. O
presidente comentou, ainda, as manifestações contra o seu governo – mesmo na
Argentina, enquanto fazia a reunião bilateral com Macri, brasileiros que vivem
no país e argentinos protestavam. “Realmente há protestos. Eles são naturais na
democracia, especialmente frente ao rescaldo dos últimos acontecimentos no país.
Não me incomodo com eles, não”, afirmou. Temer negou ainda que tenha fugido dos
protestos ao votar antes do horário anunciado, no domingo. Disse apenas que
“surgiu um compromisso de última hora”.
(Com
agências Brasil e Reuters)

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