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Marcos
Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram
encontrados
mortos na Espanha
(Foto:
Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz)
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Jovem de 19 anos é apontado como autor
do crime ocorrido em Pioz. Ele está no Brasil, mas segue em liberdade.
Da France Presse
A Guarda Civil da Espanha afirmou
nesta quarta-feira (5) que o brasileiro que teria assassinado uma família
brasileira paraibana em Pioz é psicopata, narcisista e não tem "apego à
vida humana". Investigadores dizem ter provas inquestionáveis de que o
jovem de 19 anos, que é sobrinho de uma das vítimas, cometeu o crime.
Os cadáveres do tio do rapaz,
Marcos Campos Nogueira, a esposa dele, Janaína Santos Américo, e os dois filhos
pequenos do casal, de apenas um e quatro anos, foram encontrados no dia 18 de
setembro dentro de sacos plásticos em sua casa em Pioz, uma tranquila cidade de
4 mil habitantes localizada 60 km a leste de Madri. Os adultos foram
esquartejados.
Em uma coletiva de imprensa na
cidade de Guadalajara, a Guarda Civil disse ter "muitos indícios razoáveis
e provas inquestionáveis" de que o sobrinho de Marcos, François Patrick
Gouveia, matou esta família "normal, trabalhadora e humilde".
O suspeito não tinha "nenhum
tipo de relação com o crime organizado" e também não há pistas de que
tenha contado com um cúmplice para cometer os assassinatos.
Os investigadores explicaram que
ele tinha uma passagem de volta ao Brasil marcada para 16 de novembro. No
entanto, em 19 de setembro, 24 horas após a descoberta dos cadáveres, mudou
apressadamente sua passagem para voltar no dia seguinte.
Gouveia está no Brasil desde 20 de
setembro. Dois dias depois, em 22 de setembro, a justiça espanhola emitiu uma
ordem de detenção internacional.
O jovem depôs neste fim de semana
para polícia brasileira. A Guarda Civil espanhola disse não estar em condições
de explicar por que ele segue em liberdade, mas declarou que "a polícia
brasileira tem sua localização".
A Guarda Civil também não
mencionou o motivo do crime, porque parte da investigação segue em segredo de
justiça.
Os investigadores afirmam que o
jovem tinha um passado violento e agrediu gravemente um professor no Brasil.
Ele também apresenta um perfil de psicótico, marcado por seu egoísmo,
narcisismo e "falta de apego à vida humana".
Viveu durante quatro meses com a
família assassinada na região de Torrejón de Ardoz, muito próxima a Madri, onde
Marcos Campos e sua família moraram antes de se mudar a Pioz.
Segundo a Guarda Civil, não tinha
emprego. Seu tio Marcos era cozinheiro, e havia trabalhado anteriormente em
outras cidades espanholas, como La Coruña e Valladolid.

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